sexta-feira, 28 de maio de 2010

A herança

Independentemente da escolha, do currículo ou do perfil, é mais ou menos consensual a ideia de que o próximo treinador do FC Porto terá o desafio mais exigente dos últimos anos. Um pouco à imagem de Mourinho, no início da época que viria a terminar com o êxito de Sevilha, ou de Adriaanse, na reconstrução que se seguiu ao fracasso que foi 2004/05. Com uma diferença substancial: com Mourinho e Adriaanse, ainda que este fosse pouco sensível ao detalhe, as referências de balneário pareciam mais sólidas na ligação ao FC Porto e à matriz que lhe molda a tão apregoada, e elogiada, mística. O actual contexto, sobrecarregado com referências constantes às possíveis saídas de Bruno Alves e Raul Meireles (apesar da época irregular dos dois e da obsessão pública, sobretudo de Bruno, para experimentar outros campeonatos), acrescenta mais uns pontos à dificuldade para antever a resposta do grupo. Por outro lado, se calhar até é preciso partir quase do zero para que o estímulo produza efeitos sem reticências ou resistências.

Hugo Sousa n' O Jogo.

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