segunda-feira, 30 de Novembro de 2009

Resultados Consolidados do 1.º Trimestre de 2009/2010


Reforço dos Capitais Próprios em 23,5M€, atingindo em 30 de Setembro de 2009 o valor global 46,1M€, superior a metade do capital social, pelo que a sociedade se encontra agora fora do âmbito do artigo 35º do Código das Sociedades Comerciais;

Resultado Líquido do Trimestre francamente positivo, atingindo os 23,5M€ no período em análise, acima dos 6,8M€ obtidos no 1º Trimestre de 2008/2009;

Resultados Operacionais que ascendem a 24,6M€, o que representa um acréscimo de 15,5M€, relativamente ao período homólogo anterior, que assenta essencialmente no aumento dos resultados com transacções de passes;

Activo Total cresce 19,1M€, face a 30 de Junho de 2009, atingindo um montante global de 202,7M€, fundamentalmente pelos investimentos efectuados em novos jogadores;

Diminuição do Passivo, em 30 de Setembro, em 4,4M€, destacando-se a redução dos Empréstimos Bancários em 15,8M€, desde 30 de Junho de 2009.

Capas de 30 de Novembro de 2009


Formação - resultados de ontem


Sub-17: Campeonato Nacional de Juniores B (Série B)
FC Porto-Salgueiros, 7-0
(Ricardo Alves, 5 e 32m; Alexandre, 25 e 34m; Ricardo Catarino, 36m; André Teixeira, 44m; Fábio Martins, 69m)

Sub-16: Campeonato Nacional de Juniores B (Série A)
Régua-Padroense, 0-9
(Gonçalo, 8 e 28m; Leandro, 25m; Ricardinho, 30, 46 e 67m; Frederic, 43m; Christian, 71m; Pedro Tavares, 80m)

Sub-15: Campeonato Nacional de Juniores C
Sanjoanense-FC Porto, 0-2
(Francisco Costa, 50m; Francisco Ramos, 52m)

Sub-14: Campeonato Distrital de Iniciados
Padroense-FC Porto, 1-3
(Rui Moreira, 28 e 62m; Sérgio Ribeiro, 58m)

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (Futebol de 7, Sub-12)
Dragon Force-Grijó, 9-0
(Badjo, 6, 12 e 17m; Marco, 10m; Diogo, 18m; Sardinha, 30m; Kiko, 32m; Vidinha, 50 e 58m)

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Sub-10, Futebol de 7, Série 1)
Dragon Force-Grijó, 32-0
(Barbosa, 40s, 1, 2, 3, 5, 21, 23, 27m; Dário, 2, 13, 20 e 26m; Diogo, 10, 46 e 48m; Nuno, 18, 20, 22, 30, 32 e 40m; Martin, 29, 34, 37, 38, 44, 45 e 47m; Henrique, 12m; Renato, 36m; Miguel, 43m)

Basquetebol - Porto ganha


Um período equilibrado, «atípico» nas considerações finais de Moncho López, dois de maior intensidade, a cavar uma diferença de 25 pontos, e um derradeiro, de rotatividade e gestão, desenharam o triunfo inequívoco dos Dragões (74-52) e retiraram o Sampaense do grupo da frente na tarde em que Jeremy Hunt precisou apenas de 21 minutos para assegurar a condição de MVP.

A entrada em cena de Hunt fica indelevelmente associada ao primeiro esboço da vitória portista, já no decurso do segundo quarto. Vinte pontos e quatro assistências dizem bem do desempenho atacante do norte-americano, que, entre a exuberância do seu jogo, pôs o Dragão Caixa a gritar o seu nome, enquanto convertia quatro triplos e revelava uma eficácia de 100 por cento nos lançamentos de dois pontos e na linha de lances livres.

A vencer por 64-37, Moncho López geriu a vantagem e o esforço no último período. A pensar na partida da Taça, frente ao CAB, na Madeira, rodou os jogadores com menor utilização e proporcionou as estreias na Liga de Paulo Cunha e Rui Mota.

domingo, 29 de Novembro de 2009

Liga Sagres - Porto vence

FCPorto 2 - Rio Ave 1.









Capas de 29 de Novembro de 2009


Não tivemos momentos para disfarçar o mau futebol


Conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira n' O Jogo:

Jesualdo rendeu-se às evidências na véspera do jogo com o Rio Ave. Esta versão do FC Porto tem de ganhar mais vezes para alcançar o objectivo principal traçado nesta temporada, mas, para isso, precisa de melhorar, ganhar confiança e estabilidade. O "clique" que o técnico esperava ver há umas semanas ainda não aconteceu e o jogo com o Chelsea só a espaços deu uma ideia da equipa que pretende ver. Uma situação que também não tem saído favorecida pelas contingências do momento, e que o futebol da equipa não tem conseguido disfarçar.

Contra o Chelsea, identificou a finalização como o grande problema. O que é necessário para dar a volta a isso?

É ter mais jeito no último toque, mas traduz-se tudo num conjunto de momentos do futebol. Não há nenhuma equipa durante a época que não tenha um período de lesões, que não esteja menos concretizadora ou que não jogue pior. Nós passámos a primeira época com lesões constantes e simultâneas. Agora estamos a passar a fase de não jogarmos bem e também de não termos tido alguns momentos para disfarçar esse mau futebol; veio tudo junto. Mas, outros dias melhores virão, este é o pensamento positivo que temos. As bolas que batem na trave vão entrar, as bolas que o guarda-redes defende para a frente vão ter mais um metro para serem recarregadas, vai tudo acontecer naturalmente, não tenho dúvidas. Vamos ser capazes novamente, não consigo ver isso de outra forma, porque não é por falta de trabalho, não é por falta de aplicação dos jogadores, não é por mais nada, mas apenas por contingências do próprio jogo e pelo momento que passamos, resultante de uma série de questões simultâneas.

Comparando a época no FC Porto deste ano com a do ano passado, o FC Porto tem os mesmos pontos, as mesmas derrotas, mais golos marcados e menos sofridos. É o Benfica e o Braga que estão melhores, é o FC Porto que se tem descuidado...

Se no ano passado tínhamos os mesmos pontos e não estávamos em primeiro, significa que havia outros adversários na frente. O quadro não muda muito hoje. Mas, como calculam, isto não nos dá alento nenhum. Dava-me alento verificar uns anos antes, quando ganhámos com 20 pontos de avanço, e ver quantos tínhamos nesta altura e a diferença para os nossos adversários. Temos de ganhar jogos, melhorar, ganhar confiança e estabilidade para podermos, nas vinte jornadas que faltam, chegar onde queremos. Há um objectivo claro, que é ser campeão. Portanto, nessa perspectiva, se tínhamos os mesmos pontos na época passada e fomos campeões, significa que os adversários que estavam à nossa frente não foram capazes de acompanhar o ritmo do campeonato. Neste momento estamos atrás, como no ano passado, com o mesmo número de pontos, menos golos sofridos e mais marcados. Não nos dá nenhuma satisfacção especial. Sabemos o que queremos e o que podemos fazer, e isso vamos fazer.

Depois dos maus resultados da equipa, os jogadores estão motivados?

Não vamos negar as evidências: os resultados não foram positivos, são coisas objectivas. Mas, o que esperamos é fazer um jogo melhor do que aquele que fizemos contra o Chelsea. Ninguém consegue ter um rendimento máximo durante 90 minutos, ter tudo controlado durante um jogo, porque há momentos em que se está melhor e outros em que se está pior. A nossa responsabilidade é fazer melhor, contra um Rio Ave bom, de grande qualidade, que só perdeu um jogo, tem um colectivo muito definido e muito claro, em que se nota perfeitamente o trabalho do seu treinador, é normal, porque o Carlos Brito apresenta sempre equipas que jogam bem. O Rio Ave tem muita juventude e, simultaneamente, muita maturidade. Portanto, é uma equipa difícil, que tem uma derrota em dez jogos e isso anuncia aquilo que serão as nossas dificuldades.

António Soares n' O Jogo.

Andebol - Porto ganha


O FC Porto Vitalis conquistou, este sábado, o sexto triunfo consecutivo no campeonato, ao vencer o S. Bernardo, em Aveiro, por 26-27, em desafio da 9ª jornada. Destaque para a exibição de Ricardo Moreira, melhor marcador da partida, com oito golos.

Os restantes remates concretizados pelos Dragões foram da autoria de Inácio Carmo (5), Filipe Mota (3), Pedro Spínola (3), Tiago Rocha (3), Dario Andrade (2), Nuno Grilo (1), Wilson Davyes (1) e Álvaro Rodrigues (1).

Hóquei em Patins - Porto ganha


O FC Porto Império Bonança venceu este sábado no terreno do Paço d’Arcos por 7-3, em encontro da sétima jornada do campeonato nacional. Pedro Gil, que apontou quatro golos, foi a estrela maior de um desafio em que os Dragões já venciam por 3-0 ao intervalo, precisamente com um “bis” do espanhol.

Reinaldo Ventura (2) e Pedro Moreira foram os autores dos restantes tentos. Com esta vitória, os octocampeões nacionais asseguram a permanência no topo da tabela classificativa.

sábado, 28 de Novembro de 2009

Formação - resultados de hoje


Sub-19: Campeonato Nacional de Juniores A
FC Porto-Académica, 3-1

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 2)
Vilanovense-FC Porto, 0-4
(João Gonçalves, 39m; Gonçalo Ribeiro, 44m; Vitor Ferreira, 48m; Bruno Almeida, 56m)

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores d (I Divisão)
FC Porto-Coimbrões, 3-0
(Tiago Couto, 35m; Bernardo, 26 e 56m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 1)
FC Porto-Gulpilhares, 9-0
(Schutte, 12, 26, 31 e 50m; José Mota, 38m; Ricardinho, 42m; Marcelo, 54, 55 e 57m)

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 5)
S. Lourenço Douro-FC Porto, 0-22
(Francisco Trincão, 5; Gonçalo e Hugo Oliveira, 4; Fernando Braga, 3; Dylan Barbosa e Nuno Santos, 2; Filipe Costa e Diogo Fernandes)

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 2)
FC Porto-Trofense, 13-0
(José Miguel, João Félix e Francisco Caetano, 3; António Pedro, 2; Hélder Silva e Leandro Teixeira)

Capas de 28 de Novembro de 2009


Uns e outros


No ano passado, mais ou menos por esta altura, e antes de um jogo europeu, Jesualdo Ferreira foi confrontado com uma evidência da ocasião: o rendimento de Lucho estava longe de dar nas vistas. Explicou Jesualdo, e o tempo veio a dar-lhe razão, que há posições específicas (ou jogadores específicos) em que é preciso ver a coisa com outros olhos. Ou abrir-los noutro sentido, se preferirmos. Aliás, muitos portistas não desdenhariam ter esse "mau" Lucho agora. Adiante. Já este ano, tem sido evidente para todos que Raul Meireles, por exemplo, não anda - ou não andava? - bem e isso nunca lhe beliscou a titularidade. Lá está, posições e jogadores específicos. Nada contra. Contudo, considerando que o rendimento abaixo do esperado atirou Hulk para o banco, não deixa de ser curioso sublinhar a diferença. Não digo diferença de tratamento, ainda que a ideia possa passar pela cabeça de alguns jogadores, mas diferença na avaliação às alternativas do plantel e/ou ao peso de algumas peças no onze. No fundo, isto tudo para dizer uma coisa muito simples: tem sido mais fácil dar lições a uns do que a outros (ou, para não ferir susceptibilidades, tem sido mais fácil prescindir de uns do que de outros...).

Hugo Sousa n' O Jogo.

Pinto da Costa: O FC Porto está a mais no país que temos

No décimo aniversário da Casa do FC Porto de Amarante, Pinto da Costa elegeu alguns alvos habituais para cativar a atenção de cerca de uma centena de pessoas. A regionalização foi um dos assuntos de trincheira. Aplaudido de pé, o presidente do FC Porto atirou umas granadas para Lisboa, a capital do império, como salientou. "Promete-se a regionalização, mas continuamos a ser um país estrangulado e centralista. Isto também atinge o futebol, mas vamos continuar a lutar para que Lisboa não seja o centro de tudo. Vamos continuar a lutar com a dignidade das gentes do Norte, que não se confundem com o poder centralista", disse Pinto da Costa.

Apelidado de "presidente dinâmico, balsâmico e titânico" pelo autor do livro "Dragontologia", apresentado ontem - "já me chamaram Papa, mas nunca estes nomes", brincou Pinto da Costa -, o presidente portista também tocou ao de leve no tema da sucessão. "Não irei estar muito mais tempo à frente do FC Porto, mas quem me suceder será alguém que gosta tanto do clube como nós. O FC Porto está a mais no país que temos, mas é necessário para o país que queremos", sublinhou.

O livro Dragontologia, da autoria de Aníbal Rodrigues, foi aproveitado para o presidente portista disparar mais algumas balas para Lisboa. "É um livro pequeno, mas de grande simbolismo. Mandem um exemplar para a Travessa da Queimada [sede de A Bola], onde se disse que o único clube com projecção europeia é o que eles patrocinam. A asneira e a imbecilidade têm limites", lembrou.

Já depois do discurso, e confrontado pelos jornalistas sobre o melhor resultado para o FC Porto no clássico de hoje, Pinto da Costa fugiu ao tema. "Nem sequer me lembrava desse jogo".

Tomaz Andrade n' O Jogo.

sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Capas de 27 de Novembro de 2009


O mágico Deco


Há cerca de seis anos, fui cobrir um treino de manhã cedo ao Olival. O FC Porto tinha ganho a Taça UEFA há um par de semanas e faltava ainda disputar a Taça de Portugal, mas, como sempre acontece quando a época começa a chegar ao fim, falava-se no interesse de alguns tubarões europeus nos melhores jogadores do plantel portista. Deco era o mais pretendido e os destinos multiplicavam-se nas primeiras páginas dos jornais como se fossem a montra de uma agência de viagens. Nesse dia de manhã, no caminho para o centro de treinos, mesmo antes de virar para o complexo, alguém tinha escrito num muro impossível de ignorar: "Se venderem o Deco, vendem-nos os sonhos". O FC Porto não vendeu Deco nesse ano e no seguinte cumpriu o sonho de voltar a ganhar a Taça dos Clubes Campeões Europeus. Ontem, o Dragão levantou-se para aplaudir o Mágico. Não tenho a certeza, mas acho que lhe chamam assim por conseguir transformar os sonhos em realidade.


Jorge Maia n' O Jogo.

Dois pesos e duas medidas

TODOS concordaram que o estádio bósnio onde a Selecção jogou não tinha condições, por culpa do relvado e por a sua lotação ter sido excedida, o que motivou uma reclamação à FIFA por parte da FPF, mas o jogo entre a Oliveirense e o FC Porto quebrou esse consenso. Sabia-se que o relvado não estava em condições e que tinham sido retiradas as cadeiras para duplicar a capacidade das bancadas. À FPF, a organizadora da competição, competiria atender aos avisos, inspeccionar o estádio e, se necessário, encontrar uma solução de recurso. Em vez disso, lavou as suas mãos.
Perante as preocupações portistas, houve quem imaginasse que o alvo era Hermínio Loureiro e invocasse «a verdade da prova», esquecendo que o Benfica não fora a Monsanto, e que o Sporting não iria à Caparica.

Só não houve mais polémica porque o mau tempo alagou o campo e facilitou a decisão do árbitro. O presidente da Oliveirense acatou a decisão e percebeu-se, pelas suas cândidas decla- rações, que o episódio lhe dá argumentos para continuar a reclamar um novo estádio da sua autarquia.

Ainda assim, a FPF resolveu emitir um comunicado, em resposta às críticas do FC Porto. Nessa prosa, a FPF recusa a comparação com o que motivou o seu protesto à FIFA, explicando «que o estádio onde se realizou o Bósnia-Portugal não estava licenciado pela UEFA, ao passo que o da Oliveirense está licenciado para receber jogos de uma competição profissional». A FPF omite que esse licenciamento por parte da Liga não contemplava que se duplicasse a lotação, o que é um aspecto relevante no aspecto da (in)segurança e esquece que, com o mesmo argumento, a FIFA poderia invocar que o estádio bósnio está, tal como o de Oliveira de Azeméis está, licenciado pela Liga do país respectivo.

Infelizmente, o clubismo toldou a análise deste caso e tudo ficará na mesma. Para muitos, a moral da história é que se os clubes mais modestos jogam naquele campo, os grandes também deveriam jogar. Para outros, é inaceitável que os artistas da bola arrisquem lesões jogando num batatal. Ora, este caso deveria servir para que se incentivasse uma fiscalização sistemática de campos e estádios, sejam eles humildes ou grandiosos, segundo as regras escritas e o bom senso que não precisa de leis. Não faltam, por todo o país, bons relvados, tantas vezes subutilizados ou esquecidos, exactamente porque se permite que o futebol profissional seja jogado em condições pouco apropriadas e perigosas, que adulteram a verdade desportiva e afastam os espectadores. Este critério de selecção, por exigente que possa parecer, e como aliás foi aquele que ditou o fim dos pelados, seria um grande contributo para graduar o futebol nacional.


Não era a feijões
OFC Porto perdeu com o Chelsea num jogo morno. A homenagem a Deco foi o grande momento da noite. Com Belluschi e Varela em bom nível, o FC Porto fez uma boa 1ª parte. Depois com a sua saída quando já acusavam cansaço, por troca com Hulk e Guarín, Jesualdo recuperou a equipa dos últimos jogos. O brasileiro logo se esqueceu de ajudar Sapunaru, ao contrário do que Varela havia feito, e abriu o caminho por onde os ingleses fizeram o golo. Guarín pode substituir Meireles mas não é Belluschi. O FC Porto perdeu. Diz-se que foi a feijões, mas eram feijões de luxo e apetitosos, que calhariam bem na nossa sopa de pedra, e pelos quais os ricos ingleses nem sequer tiveram de se empenhar muito.

O incrível sentado
GOSTEI de ver Hulk sentado no banco. Não sei se alguém lhe disse que precisava de descansar da ida ao escrete. Em vez disso, talvez lhe devessem ter explicado que fora preterido por causa dos seus tiques e individualismo, das suas inócuas simulações. Talvez assim tivesse optado por uma outra atitude, logo que surgisse a oportunidade de jogar. Em vez disso, e como tem sido costume, Hulk foi de pequena utilidade quando entrou. Sabe-se como Jesualdo, com a sua larga experiência de formador, o tem defendido. Seria uma pena se um jogador com tantas virtudes se desperdiçasse até porque não é grande a distância entre o génio e a frivolidade, entre o super-herói e o artista de circo.

As metades da laranja
JESUALDO diz que o FC Porto está a melhorar. É verdade que as soluções apresentadas na 1ª parte apontam para isso e não escandalizaria se tivesse chegado ao intervalo em vantagem. Além disso, o Chelsea não é uma equipa qualquer e mesmo quando joga a meio gás, como foi o caso, é bem mais forte do que a nossa concorrência nacional, com a qual vamos disputar os próximos jogos que serão cruciais. Beto não teve muito trabalho, mas esteve atento e soube resolver sem complexos o que poderia ser difícil, sofrendo um golo indefensável. Veremos o que se passa nos próximos jogos, mas fica a ideia de que, se a equipa desta 1.ª parte até pode bastar, já a da 2.ª parte parece uma laranja espremida.

A grande batota
COM grande ajuda, a França estará no Mundial. Depois da criação de cabeças-de-série nos play-off que aliás ajudou Portugal, eis que a eliminatória com a República da Irlanda se resolveu com a batota do costume. Quem defende as ajudas televisivas para descortinar estes casos julga que depois deste e das repercussões que teve, a solução que preconiza está mais perto. Julgo que, pelo contrário, este caldinho justifica a inflexibilidade de quem manda no futebol e que nada quer alterar. Para que a FIFA, a UEFA e os seus pares possam continuar a adulterar a verdade desportiva em função dos seus interesses, é preciso que esta subjectividade continue a existir.

Rui Moreira n' A Bola.

Chuva & perguntas


CHOVE muito nos jogos do FC Porto. Vejam o que aconteceu nesta última quarta-feira: mais remates e menos posse de bola do que o Chelsea; mais passes falhados do que o costume. Deve ser da chuva. Houve uma altura em que, em dias de chuva, Quaresma escorregava mal o risco da área entrava no seu horizonte desaparecia o artista, entrava o esquiador. O problema, parecia, eram as chuteiras; ele trocou de chuteiras e continuou a cair, até que se descobriu o problema e uma maior dose de confiança melhorou o piso. Com confiança, até o excelente relvado do Dragão ganha aderência. Confiança. Trabalho de cabeça.
Imaginem o que não dirão os jogadores do FC Porto que andam por aí, a distribuir bola em vários relvados, e vêm o seu lugar ocupado por gente que escorrega em todos os jogos e se recusa a fazer passes acertados. Deve ser do frio. Às vezes, o frio puramente psicológico. Está na cabeça.

Com o campeonato neste patamar, o adepto faz perguntas, a primeira delas sobre o valor da equipa (o que fazem certos repolhos a actuar num relvado de primeira?) e sobre a razão que nos leva a apreciar as explosões de Belluschi e não a sua constância (porque ainda não está feita a mudança entre o Olympiakos e o FC Porto e, portanto, não joga com a frequência requerida?), ou por que razão foram contratados alguns jogadores ainda sob a forma de enzima. Tantos pormenores (a lista deles afligiu-me entre o jogo com o Belenenses e a saída do Dragão, esta quinta-feira) para recolher e comentar, e ouvir o Jesualdo na rádio: Nem vou explicar o que me leva a tomar certas decisões tácticas; as opções não são para ser explicadas, nem tenho que as explicar. Jesualdo tem razão; é capaz de ser pormenor a mais.

Sai hoje um livro intitulado 30 Anos de Mau Futebol. Nele, João Pombeiro recolhe algumas das frases mais disparatadas do mundo do futebolês, ditas por jogadores, técnicos, árbitros, etc. Há ali frases para todos os gostos. No fundo, um resumo das trapalhadas dos últimos anos de bola. Uma pessoa ri-se, ri-se e espera que a bola continue a rolar.

Francisco José Viegas n' A Bola.

quinta-feira, 26 de Novembro de 2009

Capas de 26 de Novembro de 2009


quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Liga dos Campeões - Porto perde

FCPorto 0 - Chelsea 1.

Taça da Liga - jogos


Capas de 25 de Novembro de 2009


terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Capas de 24 de Novembro de 2009


Lapidação


Lapidação. A palavra tem mais do que um sentido. Pode lapidar-se um diamante, polindo-o, reduzindo-lhe as imperfeições e aumentando-lhe o brilho. E podem lapidar-se pessoas, apedrejando-as, numa das mais violentas formas de execução conhecidas. Nos últimos tempos, temos tido vários exemplos de lapidações. No final da última temporada, talvez por se ter falado da existência de alguns diamantes em bruto nas duas equipas, houve quem tentasse lapidar a final do campeonato de juniores entre o Benfica e o Sporting. No domingo, lapidaram o autocarro do Guimarães quando este regressava do jogo na Luz. Diz-se que acertaram em cheio na cabeça do D. Afonso Henriques, mas, felizmente, Sua Majestade foi a única vítima do incidente. Mais um. Provavelmente não será o último. Nesta coisa das lapidações, toda a gente tem telhados de vidro, mas nem por isso deixa de atirar pedras ao vizinho. Entretanto, o FC Porto parece ter descoberto um diamante em Sérgio Oliveira. Agora é só uma questão de lapidá-lo.

Jorge Maia n' O Jogo.

Um lugar em África


1 Num fim-de-semana talhado à medida para ir à caça, a grande notícia foi a eliminação do Benfica da Taça, às mãos do Vitória de Guimarães e em pleno estádio da Luz. Parabéns ao Vitória que, nos últimos dois jogos que disputou, um para o campeonato e outro para a Taça, derrotou os dois líderes do campeonato. O Sporting chegou ao intervalo, na estreia de Carvalhal, a perder miseravelmente com uma equipa de que eu (peço desculpa) nunca tinha ouvido falar, assim tipo-Inválidos do Comércio: e lá deu a volta com um livre directo e um penalty. Quanto ao FC Porto, obrigado a ir a jogo em condições inqualificáveis sob pena de ser extraído da Taça por falta de comparência, mas lá conseguiu ver provado, em cima da hora, que tinha razão nos seus protestos. É incrível como a mesma Federação que, com inteira razão, se queixou das condições do estádio e do campo onde Portugal teve de jogar a segunda mão do play-off contra a Bósnia, tenha autorizado que o campeão nacional — uma equipa de profissionais pagos a peso de ouro e tão útil à Selecção — fosse forçada a disputar um jogo a eliminar da Taça naquele inconcebível campo da Oliveirense que as fotografias retratavam. Caramba, pois se está ali mesmo ao lado, o Estádio de Aveiro, eternamente às moscas e que não foi escolhido porque a Oliverirense diz que o aluguer é caro, a Federação que pague o aluguer. Não foi ela, afinal, que se bateu pela existência do luxuoso e inútil Estádio de Aveiro?

2 Felizmente, os meus desejos aqui expressos na semana passada cumpriram-se: vencemos na Bósnia, ganhámos o passaporte para a África do Sul, que tão tremido esteve durante tanto tempo. E ganhámo-lo com uma das mais convincentes exibições de toda a campanha de qualificação. Num ambiente de cortar à faca, num relvado escolhido à medida para prejudicar o melhor futebol, e num estádio preparado para nos intimidar desde o primeiro minuto, a Selecção uniu-se como um só — sem embargo de uns terem sido bem melhores do que outros. Mas, sinceramente, em matéria de esforço, de entrega e de consciência de que aquela era a hora da verdade e já não consentia mais adiamentos, penso que todos foram grandes, dignos da hora. Por uma vez, não entrámos no jogo naquela atitude de ver em que paravam as modas, não nos intimidámos nem demos algumas vezes mostras de ter medo do adversário e medo de ousar vencê-los, e nem sequer, ao contrário do que é regra, deixámos de atacar depois de chegar à vantagem. Ganhámos por um, mas bem merecíamos ter ganho por dois ou três — ao contrário do que sucedera na Luz, cinco dias antes.

3 Não me incomoda nem me regozija que a Selecção que ganhou no play-off a passagem para África não tivesse um único jogador do Benfica no onze inicial de ambos os jogos. A Selecção é a Selecção, e eu já torcia por ela em 66, quando era formada por dez jogadores do Benfica e um guarda-redes do Belenenses. Mas, é claro que gosto de ver uma Selecção com jogadores do meu clube e é claro que fiquei ainda mais feliz por ver que os dois jogadores que facturaram os dois golos da nossa passagem para África eram ambos do FC Porto. O Raul Meireles fez, na Bósnia, uma das melhores exibições que já lhe vi e, francamente, acho que é preciso uma grande imaginação ou má-vontade para não o considerar como o melhor de todos nesse jogo decisivo. E o Bruno Alves, com duas soberbas exibições, esse, dá-me um gozo particular, porque agora já não estou sozinho a considerá-lo um dos melhores centrais do mundo e com uma atitude em campo que, desculpem-me lá, é «a escola do dragão» em todo o seu esplendor. Pois, mas quando ele joga pelo FC Porto, cá dentro, é apenas um «caceteiro» e um jogador que, se pudessem, passava metade do campeonato de castigo. Mas, quando joga por Portugal, aí todos se calam, porque está bem de ver que, com onze como ele, esta Selecção iria a África para deixar marcas.

4 E agora, uma questão pessoal com o Sr. Eduardo — que, embora o não pareça, tem idade para ser meu filho.

Eu escrevi aqui, a semana passada, que, na minha modesta opinião, o Eduardo não me dava confiança para defender a baliza de Portugal, porque domina tão bem o espaço aéreo quanto o seu antecessor Ricardo. Ou seja: não faz ideia onde isso fica nem o que fazer com esse problema. E dei o exemplo das duas bolas cabeceadas à trave da nossa baliza no jogo da Luz — em especial a primeira, onde a responsabilidade dele foi total e que, se tem tido a consequência mais provável, que era ter acabado em golo, talvez agora não estivéssemos a festejar a presença no Mundial do ano que vem. Mas esta foi e é apenas uma opinião técnica e de «treinador de bancada». Outros pensarão diferente, outros (a grande maioria) pensa o mesmo, mas não se atreve a dizê-lo. Porém, foi o suficiente para que, na euforia da vitória na eliminatória (para a qual pouco ou nada contribuiu, para além de ter desviado com os olhos as bolas para a trave), o Sr. Eduardo desembestasse contra os «abutres» que tinham ousado criticá-lo. Ora bem, quero dizer algumas coisas ao Sr. Eduardo.

Primeiro, que é muito feio, quando se quer atacar alguém, começar pelo insulto e nem sequer pôr o nome ao destinatário. Eu, quando quero criticar alguém, como o fiz com ele, não apenas não insulto nem chamo nomes, como também escrevo o seu nome e assino o meu por baixo.

Depois, quero-lhe dizer que ele não deve saber bem o que é um abutre. Um abutre é um animal que se alimenta de cadáveres de outro animal, e eu, tanto quanto me recordo, não considerei o Sr. Eduardo morto para o futebol e ainda menos cadáver: apenas lhe sugeri que aprendesse o que fazer com as bolas altas cruzadas por cima da pequena área, porque desconfio que isso pode ser importante na vida de um guarda-redes. Mas, se ele acha que não é importante ou se se considera a si próprio um cadáver futebolístico, sem ressurreição possível, o problema é seu.

A seguir, queria explicar ao Sr. Eduardo uma coisa óbvia, que ele, todavia, parece não ter ainda percebido: a sua, tal como a minha, é uma profissão de exposição pública constante. Ambos actuamos à vista do público, o qual paga para apreciar ou criticar livremente o nosso desempenho. O mesmo acontece com os artistas de circo, os músicos, os actores de teatro, etc, etc. O que caracteriza a função específica do guarda-redes Eduardo é que ele é muito mais bem pago do que todos os outros — o que faz que seja maior a sua responsabilidade e muito mais exposto à critica o seu desempenho. Ou ele esperava que lá pelo facto de Carlos Queiroz lhe ter confiado a baliza da Selecção, tinha passado a ficar imune à critica, como se fosse uma florzinha de cheiro? Ponha os olhos no Ricardo Carvalho que, na hora da vitória (para qual contribuiu bem mais) afirmou que compreendia e reconhecia razão às criticas que os adeptos da Selecção tinham feito. Não por acaso, o Ricardo Carvalho joga num país que é a mais antiga e nunca interrompida democracia do mundo e onde a crítica futebolística é a sério e não a brincar, feita de salamaleques. Se se acha intocável, acima de qualquer crítica, com direito a passar impune, quer jogue bem quer jogue mal, escolha outra profissão. Há trabalhos mais fáceis — só não são é tão bem pagos.

E, finalmente, queria dizer ao Eduardo o seguinte: para representar Portugal, no futebol ou no resto, não basta estar profissionalmente qualificado para o fazer. É preciso também ter um comportamento cívico à altura da responsabilidade. Hoje mesmo, também eu estou em Barcelona, a representar Portugal, no meu domínio específico: numa conferência literária organizada pelo Instituto Cervantes, de Espanha. Não passa pela cabeça de ninguém que, se no final a minha intervenção for criticada, eu trate os críticos por abutres. Julgo que já lá vai o tempo em que os jogadores de futebol se achavam umas vedetas acima do comum dos mortais, com direito perpétuo a serem venerados, fizessem o que fizessem ou dissessem o primeiro disparate que lhes viesse à cabeça. Acorde, rapaz, o tempo dos cromos da bola já lá vai! E nunca se esqueça disto: quem mantém o futebol vivo não são os dirigentes, nem os patrocinadores, nem sequer os jogadores: são os adeptos. Nós somos os únicos que estamos no futebol por amor à camisola e sem nada esperar em troca. Todos os outros vão e vêm e são sempre substituíveis.

Miguel Sousa Tavares n' A Bola.