domingo, 8 de Novembro de 2009

Superleague Formula - Porto em 5.º lugar

O FC Porto terminou na quinta posição (302 pontos) a edição 2009 da Superleague Formula, competição que junta nas pistas alguns dos principais emblemas de futebol do planeta. Nas duas corridas de Jarama, disputadas este domingo, o carro azul e branco, tripulado por Tristan Gommendy, foi 6º e 5º, averbando 61 pontos ao longo desta jornada espanhola e subindo, por isso, dois lugares na geral.

Liga Sagres - Porto perde

Marítimo 1 - FCPorto 0.



Capas de 8 de Novembro de 2009


sábado, 7 de Novembro de 2009

Basquetebol - Porto ganha


Com um primeiro período absolutamente demolidor, findo o qual gozava já de uma vantagem de 26 pontos (35-9), o FC Porto Ferpinta entrou forte e determinado na Liga, vencendo o Illiabum por 94-47.

O multifacetado Jeremy Hunt, novo reforço dos Dragões, foi o MVP da partida, da primeira jornada da prova, disputada este sábado no Dragão Caixa. O base/extremo norte-americano contribuiu decisivamente para a vitória dos azuis e brancos, somando 13 pontos, 8 ressaltos, 7 assistências e 4 roubos de bola.

Greg Stempin (17 pontos, 11 ressaltos e 4 assistências) e Carlos Andrade (14 pontos, 4 ressaltos, 3 roubos de bola e 2 assistências) estiveram igualmente em bom plano.

Andebol - Porto ganha


Novo triunfo para o FC Porto Vitalis no campeonato, desta feita sobre o Fafe, em partida da 7ª jornada, realizada este sábado. Os Dragões foram ao terreno do adversário vencer por larga vantagem (19-31), com Ricardo Moreira a destacar-se como o melhor marcador do encontro, com sete golos.

Além do ponta-direita, concretizaram para os azuis e brancos Tiago Rocha (5), Pedro Spínola (4), Nuno Grilo (3), Filipe Mota (3), Dario Andrade (3), Wilson Davyes (3), Alexandre Relvas (2) e Álvaro Rodrigues (1).

Numa partida em que os Campeões Nacionais dominaram por completo, importa ainda sublinhar a estreia de Dario Andrade pelo FC Porto Vitalis em desafios oficiais.

Recuperado de lesão, o ponta-esquerda constituiu opção para o treinador Ljubomir Obradovic, que o viu apontar três dos golos da equipa.

Formação - resultados de hoje


Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (I Divisão)
Avintes-FC Porto, 1-1
(Luís Mata, 19m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, 1ª fase)
Dragões Sandinenses-FC Porto, 0-8
(Fábio Cunha, 3, 49 e 51m); Marcelo Santos, 12m; Rogério Ramos, 16m; José Mota, 39m; Carlos Leal, 42m; David Aguiar, 58m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (Futebol de 7)
Foz-Dragon Force, 0-7

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 2)
Perafita-FC Porto, 0-13
(Paulo Estrela (4); João Félix (2); Leandro (2); António Pedro (2); Dalot, Zé Miguel e adversário na pb)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 4)
Rebordosa-FC Porto, 2-12
(João Mário, 4 e 17m; Henrique, 10m; Lucas, 13m; Gonçalo Nunes, 21 e 40m; Vasco Mesquita, 22m; Vasco Paciência, 24, 26 e 47m; João Costa, 30m; Luís Silva, 38m)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 1)
Gervide-FC Porto, 0-11

Sub-9: Campeonato Distrital de Futebol de 7
Leverense-FC Porto, 1-1
(Gonçalo Marques, 19m)

Hóquei em Patins - Porto ganha


O FC Porto Império Bonança bateu este sábado, de forma concludente, o Juventude de Viana, por 10-5, em jogo da quinta jornada do campeonato nacional. Com esta vitória sobre o vice-campeão nacional, os Dragões asseguram a permanência no topo da tabela classificativa.

Emanuel Garcia e Pedro Gil, ambos autores de «hat-tricks», foram os marcadores de serviço, mas Reinaldo Ventura (2), Filipe Santos e Jorge Silva também acertaram na baliza do adversário.

Capas de 7 de Novembro de 2009


Jogar a fundo para ganhar



Conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira n' O Jogo:



O FC Porto não foge às suas responsabilidades contra o Marítimo, que se prevê, seja capaz de discutir o jogo com os tetracampeões, uma postura que vai contrastar com a dos adversários que tem enfrentado no Dragão. O objectivo é vencer, com a consciência de que do outro lado estará um opositor de qualidade, que subtraiu pontos aos grandes de Lisboa e que neste momento surge como revigorado. Jesualdo Ferreira reconhece que a sua equipa tem sofrido nos últimos jogos, porque o colectivo ainda está a caminho do patamar que deseja ver esta época, por isso, o técnico apelou a uma equipa solidária e com capacidade de sofrimento, mas também espera ver os seus jogadores mais motivados por se tratar de um jogo motivador que vai exigir o melhor de todos para que os azuis e brancos regressem com os três pontos da Madeira e evitem mais atrasos na luta pelo título, que conta esta época com um concorrente improvável.

O que espera deste jogo com o Marítimo?

Vai ser um jogo muito complicado. São sempre difíceis os jogos na Madeira, neste caso com o Marítimo, que nos últimos três encontros apresenta um bom registo. É uma equipa que empatou em Alvalade, recentemente, venceu fora e acabou a ganhar em casa e fez uma boa sequência de jogos, embora tenha tido um acidente de percurso na Taça de Portugal. Mas digamos que é uma equipa revitalizada que, com o FC Porto, vai ser ainda mais agressiva, mais motivada. Portanto, para nós, a seguir a um teste difícil segue-se outro e por isso esperamos um FC Porto melhor, se possível, em relação ao último jogo. Os padrões de avaliação são sempre feitos nas proximidades das nossas actividades e neste caso entendemos que o Marítimo é um jogo importante, pelo posicionamento que tem no campeonato e acima de tudo, porque se trata de um adversário difícil. Por essas razões acaba por ser um jogo mais motivante para o FC Porto, porque acreditamos que o Marítimo vai dividir o jogo connosco, vai querer ganhá-lo e isso para nós acaba por ser mais estimulante e, acima de tudo, mais um desafio. Estão criadas condições para um jogo em que o FC Porto vai ter de sofrer de novo, apresentar uma equipa muito solidária e vai ter de jogar e de se empregar a fundo para ganhar.

Varela regressou aos treinos esta semana. Será hipótese para o onze?

Não vai jogar. Está fora. Vai ter o processo normal de readaptação funcional a seguir a uma lesão que o afastou muito tempo e a reintegração progressiva no trabalho da equipa.

Sapunaru afirmou que o FC Porto tem a equipa mais forte do campeonato. Concorda com essa ideia?

Os meus jogadores têm todos um discurso de grande confiança. Ele não diz isso porque não sente, mas também é verdade que conforme se vai dizendo estas coisas vai-se assumindo responsabilidades e quanto mais as assumirmos, mais teremos de as cumprir.

António Soares

Dívida de gratidão


Durante os últimos três anos, o Sporting de Paulo Bento foi o maior adversário do FC Porto de Jesualdo Ferreira. Os dois clubes e os dois treinadores dividiram entre eles nove dos 11 títulos disputados e, ainda que Jesualdo Ferreira tenha conseguido durante esse período três títulos de campeão nacional, Paulo Bento discutiu-os todos e ainda garantiu ao clube de Alvalade duas Taças de Portugal e duas Supertaças. Ora, mesmo que possa parecer uma ambiguidade, é por isso mesmo que Jesualdo Ferreira tem uma dívida de gratidão para com Paulo Bento. Sem ele e sem o seu Sporting, ganhar três campeonatos, conquistar uma Taça de Portugal e uma Supertaça, e ainda ultrapassar consecutivamente a fase de Grupos da Liga dos Campeões teria sido um passeio. Ao longo dos últimos três anos, Paulo Bento e o Sporting obrigaram Jesualdo Ferreira e o FC Porto a serem melhores, mais fortes e mais capazes. É isso que os grandes adversários fazem. E também é por isso que, entre homens de carácter, o respeito e a admiração fala sempre mais alto do que a rivalidade.

Jorge Maia n' O Jogo.

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Capas de 6 de Novembro de 2009


Uma questão táctica


DEPOIS do empate com Os Beleneneses, o FC Porto venceu em Chipre, garantindo um lugar nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões pelo quarto ano consecutivo, e atingindo aquele que era, a par da conquista do campeonato nacional, um dos seus grandes objectivos. Mas, para que o outro seja conquistado (e neste caso seria pela quinta época consecutiva, o que igualaria a melhor série de sempre), este FC Porto que se tem visto nos últimos jogos parece insuficiente. O resultado em Nicósia, num ambiente complicado mas contra uma equipa fraquinha, foi justo mas não chega para mascarar os problemas que a equipa apresenta, numa fase já adiantada da época. E, à medida que as lesões vão sendo debeladas, fica-se com a ideia que o problema não estaria, apenas, na enfermaria.
Creio que o cerne da questão está no meio-campo, onde Lucho sabia pautar e pensar o futebol da equipa, entendendo os tempos em que devia jogar atrás ou à frente da linha da bola. Por contraste, Meireles não consegue interpretar esses tempos e tem a tendência para jogar à frente da bola. Ora, para fazer pressão defensiva, conseguir aberturas e criar jogadas, avançando, fazendo tabelas ou passes em profundidade, um jogador tem de partir de trás da bola. O que acontece é que Meireles prefere deambular à frente da bola, esperando que alguém lhe faça um passe para tentar, então, alvejar a baliza. Essa sua disposição táctica, que se assemelha a um falso 10, prejudica a recuperação da bola, e é por isso que, a espaços, o meio-campo do FC Porto parece abúlico, quando os jogadores adversários trocam a bola entre si. É que, Fernando e o terceiro homem do meio-campo, seja ele Tomás Costa, Belluschi, Mariano ou Guarín, não chegam para todas as encomendas.

Julgo que Jesualdo conhece o problema, e é por isso que recorre ao sentido táctico de Mariano, que percebe bem quando deve jogar atrás ou à frente da bola. É por isso também, e não por razões defensivas, que tem optado por colocar um quarto jogador na linha média. De facto, de nada adianta ter três jogadores na frente, se não há quem os abasteça. Veja-se, a propósito, como Falcao foi o jogador que maior distância correu na primeira parte do jogo em Chipre, o que é invulgar num ponta-de- lança, e comprova que ele se viu forçado a vir tentar buscar jogo a zonas muito recuadas, o que explica a falta de profundidade do jogo atacante da equipa.

Depois de Chipre, Jesualdo tem, agora, a oportunidade de repensar a disposição táctica da equipa e a colocação das suas peças. Terá, também, de avaliar se é preciso ir às compras quando o mercado reabrir em Janeiro. É claro que falta Valeri, de quem muito se espera, e há também os jogadores da formação, que não têm de ser opção, apenas, na Taça de Portugal. Mas o treinador saberá que o tempo começa a escassear, e é preciso encontrar uma solução de urgência para a indisfarçável crise de inspiração da equipa.

Ainda assim, e como alguém me dizia após a sofrida vitória em Chipre, bendita crise esta, que permite ao FC Porto ir ganhando na Europa, honrando os seus pergaminhos e enchendo os cofres com os dinheiros da UEFA, e ir mantendo a concorrência nacional, cujos méritos parecem aliás exagerados, a uma distância nada preocupante. Ao fim e ao cabo, o que mais preocupa os adeptos são os resultados. São esses resultados que calam a indisfarçável crise de forma da equipa, e o descontentamento dos adeptos que é visível na pouca afluência aos jogos e nos muitos protestos e assobios que se vão ouvindo, com uma frequência pouco habitual.


Contas e espectáculo
OFC Porto conseguiu, com a vitória em Chipre, uma receita adicional muito importante. Aliás, as receitas da Champions são tão relevantes para os clubes portugueses que, ao contrário do que já ouvi, o FC Porto não vai facilitar nem limitar-se a cumprir calendário nos dois jogos que faltam para se completar a fase de grupos. Qualquer ponto amealhado vale muito dinheiro, e não só ajudará a cobrir os custos do plantel como permitirá, também, ajustar o plantel, se isso parecer necessário em Janeiro. Mas, sem a pressão do apuramento, é espectável que a equipa nos proporcione melhores e mais inspiradas exibições. Conto, por isso, com um bom espectáculo, no próximo jogo no Dragão, com o Chelsea.

Mitos e competências
NA frente doméstica, o FC Porto perdeu uma boa oportunidade de igualar o Benfica e de manter a distância para os bracarenses. Mas, a boa notícia é que, ao contrário do que alguns já garantiam, os encarnados não são invencíveis. Pelo contrário, depois do emotivo jogo de Braga, em que Domingos Paciência provou que a sua modéstia não é sinónimo de menor competência e que afinal não é um treinador defensivo, e em que também se comprovou que Jesus, apesar dos seus fortes argumentos, não é infalível nem omnisciente, fica-se agora com a certeza que o Sporting de Braga é favorito, não só pela qualidade do treinador e da equipa, mas também porque já venceu os três crónicos candidatos ao título.

A influência no resultado
NA última jornada, houve dois jogos em que os erros de arbitragem tiveram influência directa na atribuição dos pontos: o penalty que Cosme Machado não conseguiu ver em Alvalade, e o fora-de-jogo errado, que impediu o FC Porto de abrir o marcador. Em Braga, por contraste, houve erros de arbitragem no campo disciplinar, em que não houve benefício de nenhuma das equipas, e uma decisão polémica e severa, mas acertada, na jogada anulada a Luisão. Só que, quem apenas leu os jornais, fica com a ideia que não foram o Sporting e o FC Porto os grandes prejudicados e que o Benfica foi impedido de ganhar em Braga. A pressão hegemónica do Benfica sobre a comunicação social é, de facto, impressionante.

Os rapazes e o lobo
COMO escrevi na última crónica, os talentosos futebolistas do Benfica andam apostados em aperfeiçoar a técnica do mergulho. Os mergulhos sucessivos na grande-área bracarense não tiveram, desta vez, qualquer utilidade que não fosse o cartão amarelo a Saviola. Aflige ver atletas reputados, como são os argentinos e o muito habilidoso Ramires (que é um dos melhores jogadores do campeonato), insistirem na tanga. Felizmente, Jorge de Sousa não se deixou iludir, ao contrário do que acontecera em Leiria, em que fora enganado por Aimar. Um dia destes, e como acontece na velha fábula, o Benfica vai pagar caro por isso, quando um árbitro tomar por tanga, e por isso não assinalar, uma falta verdadeira.

Rui Moreira n' A Bola.

Viram? Não resultou


VIRAM? Resultou, afinal. O FC Porto segue em frente na Champions como único representante português na maior competição mundial de clubes — não vale a pena enumerar os factores que fazem do FC Porto um «caso de sucesso» nos esquadrões lusitanos da bola; para isso estão economistas e políticos de passagem, especialistas em cotação na bolsa e astrólogos que fazem previsões sobre a vida financeira das sociedades anónimas desportivas. Nós, pobre gente sem competência, interessamo-nos por futebol. Comovemo-nos com Radamel Falcao, arrepiamo-nos com uma incursão de Hulk, lembramos uma jogada que desperta a ilusão de uma felicidade momentânea. Não são precisos grandes comentários sobre o assunto.
Também não foi preciso nenhum fundamentalista da ordem vir acusar-me de ser «um homem em fé» — a festa da passagem aos oitavos-de-final obnubilou os vigilantes e a coisa passou. Lembro-lhes que não passou. Foi o próprio Jesualdo que lembrou que a qualidade do futebol praticado nem sempre esteve ao melhor nível, que faltava ali qualquer coisa, que não podia ser. Ah, como ele tem razão. Às vezes isso acontece; acontece durante semanas, acontece durante dois meses, meia temporada cheia de desníveis e solavancos — mas o talento ultrapassa os desaires e as desconfianças. Dois ou três leitores que, como eu, vestem de azul-e-branco, acham que eu sou especialista em não confiar em Jesualdo, e escreveram-me a dizê-lo. É mentira: apenas lembro, ai de mim, os melhores momentos do FC Porto recente e pergunto por que razão não estamos «ao nível». Lá iremos, dizemos todos nós, semana a semana. No fundo, já estamos a dois pontos do Benfica (lembrando o Bom Jesus de Braga e fazendo contas para os próximos jogos) e nunca se sabe. Depois da passagem à nova fase da Champions, talvez laterais e miolo respirem melhor e afinem a pontaria. Já que o jogo com o Belenenses é melhor esquecê-lo, digamos que Braga e Nicósia serviram como preparação psicológica, foi o que foi.

Francisco José Viegas n' A Bola.

Dentes e melões


Não sei se já repararam na semelhança fonética entre melão e Milan. É quase a mesma coisa e tenho cá para mim que não pode ser só coincidência. Afinal, desde a direcção, até à equipa técnica, passando pelo departamento clínico, não deve faltar no AC Milan quem tenha ficado com um grande melão com a chamada de Aly Cissokho à selecção francesa. O mesmo Aly Cissokho que, recorde-se, o Milan devolveu ao FC Porto no Verão alegando um problema nos dentes. Aliás, os italianos devem ter ficado com um grande melão logo na altura, quando o FC Porto não aceitou que regateassem o preço do lateral. E devem ter ficado com um melão ainda maior quando o Lyon aproveitou para levar Cissokho para França pelos mesmos 15 milhões que eles não quiseram pagar. E o melão continuou a crescer e a multiplicar-se à medida que o lateral ia justificando o investimento jogo após jogo. Hoje, o melão do Milan cresceu tanto que já há quem vá a Milão só para o ver. Os dentes de Cissokho, esses só são notícia porque o francês não consegue parar de sorrir.

Jorge Maia n' O Jogo.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Capas de 5 de Novembro de 2009


Lado A e B


Milhões embolsados, qualificação garantida. O FC Porto está nos oitavos-de-final da Champions outra vez, a quarta consecutiva guiada por Jesualdo Ferreira. E é por repetir-se tantas vezes que este hábito pode começar a ser confundido com uma coisa banal. Sabemos todos, ou deveríamos saber, que não é. Aliás, considerando a corda pendurada no pescoço de outros grandes europeus, nesta mesma Liga dos Campeões, dá para ter uma ideia da coisa, descontando as diferenças competitivas dos grupos. Mesmo assim, sabendo isso tudo, se quisermos ver o lado B de um feito que é extraordinário, não deixa de ser curioso sublinhar que o FC Porto fez uma das mais tranquilas primeiras fases de sempre na Champions praticando o futebol mais inseguro dos últimos tempos. Agora, comprovadamente sem razões para intranquilidades, porque um dos principais objectivos futebolísticos e financeiros da temporada está assegurado, chegou a hora de resolver coisas tão simples como a precipitação nos passes, a concentração na posse de bola ou a frieza na finalização. Se à mulher de César não bastava ser séria, a uma boa equipa não basta parecer eficaz.

Hugo Sousa n' O Jogo.

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Capas de 4 de Novembro de 2009


terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Liga dos Campeões - Grupo D


Liga dos Campeões - Porto ganha

APOEL de Nicósia 0 - FCPorto 1.


Capas de 3 de Novembro de 2009


Este jogo tem de ser uma marca



Conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira n' O Jogo:



Ivan Jovanovic disse que contra equipas mais fortes não há outra táctica senão a defesa, mas Jesualdo Ferreira não foi na cantiga. O treinador do FC Porto espera um APOEL diferente daquele que viu no Dragão. Uma equipa mais perigosa, consciente da necessidade de pontuar e apoiada por um público fervoroso. Nada que o impeça de assumir "a intenção clara de ganhar" e deixar já resolvido o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões. Para o conseguir, o treinador do FC Porto admite fazer uma ou duas alterações, até porque assume que a equipa ainda não tem condições para estabilizar um onze, e promete um FC Porto bem melhor do que aquele que derrotou os cipriotas no Dragão.

O objectivo para este jogo é deixar o apuramento para os oitavos-de-final da Champions resolvido já?
O nosso objectivo, num jogo que pode ser decisivo, é assegurar um resultado que nos possa garantir o apuramento. Por outras palavras, viemos cá para ganhar, mas há outros factores que são decisivos para podermos garantir esse apuramento e que podem não contribuir para isso. A nossa intenção clara é ganhar, mesmo sabendo que este jogo tem um posicionamento diferente do outro, no Dragão, e reconhecendo que para o conseguirmos vamos ter de ser bem melhores do que fomos, porque também vamos encontrar um adversário diferente e mais forte do que o que encontrámos lá.

Considerando as dificuldades sentidas nos últimos jogos, haverá alterações na estrutura da equipa?
Não haverá alterações na estrutura, mas sim de comportamento. Vamos ter um público apaixonado que vai defender o APOEL, mas, desde que estou no FC Porto, já conseguimos resultados importantes em Istambul e em Inglaterra, com ambientes igualmente hostis. Haverá duas ou três alterações, porque ainda não temos os níveis necessários para garantir estabilidade ao nível da equipa. Resumindo: este é um estádio bom e um público bom, com uma equipa boa que nos vai provocar, criando um momento bom para nos assumirmos.

Há um ano a deslocação a Kiev marcou um momento de mudança no FC Porto. Espera que aconteça o mesmo aqui?
Este jogo tem de ser uma marca. Já disse que o FC Porto não vai ser uma equipa igual e acredito que o APOEL também será diferente. É uma equipa que respeitamos muito, até porque conseguiu garantir a presença na Champions por um caminho difícil. Perderam por um com o Chelsea, empataram a zero com o Atlético de Madrid e perderam no Dragão por um golo de diferença. Serão, certamente, um teste às nossas capacidades, tal como foram os jogos com o Sporting e o Atlético de Madrid, ambos ultrapassados com mérito.

Espera um APOEL mais ofensivo do que aquele que enfrentou no Dragão?
Nos três jogos que faltam, o APOEL sabe que pode garantir em casa, frente ao FC Porto e ao Atlético de Madrid, os pontos necessários para abrir novas perspectivas na Champions ou na Liga Europa. Depois, sabemos que esta equipa em casa é muito diferente. É uma equipa nova na Champions, mas com jogadores muito experientes, que contam com o apoio de um estádio que se espera cheio de adeptos fervorosos. É o tipo de ambiente que pode influenciar equipas menos experientes e, neste quadro, vamos certamente ter comportamentos diferentes das duas equipas. Sabíamos que, ganhando no Dragão, podíamos chegar aqui em condições de deixar o apuramento quase resolvido, mas também sabemos que este será um jogo em que teremos de sofrer para conseguirmos os nossos objectivos.

Jorge Maia e Tomaz Andrade n' O Jogo.

Ó Labaredas, você viu aquilo?


1 O Labaredas é o anónimo 'jornalista' do site oficial do FC Porto que, à falta de melhor, gosta de implicar comigo. A semana passada, o Labaredas embirrou que eu não poderia ter escrito aqui, como escrevi, que esta é a mais fraca equipa do FC Porto dos últimos quatro anos. Manifestamente, e segundo ele, não é. Eu poderia responder-lhe, simplesmente, que ele não percebe nada de futebol e que nem esta sequência de três pungentes exibições em jogos caseiros de dificuldade mínima — APOEL, Académica e Belenenses — conseguiram fazer-lhe entender o que, todavia, entra pelos olhos adentro de qualquer um. Mas essa não seria a resposta adequada, porque o problema do Labaredas não é o facto de ele achar ou não achar que esta equipa é a mais fraca dos últimos anos — o problema é que ele acha que, mesmo que tal seja verdade, não é coisa que um portista escreva, sob pena de crime de lesa-Majestade. No mundo onde pantaneia o Labaredas, tudo o que Suas Infalíveis Majestades fazem está certo por definição: é para isso que lhe pagam, é por isso que ele é a voz do dono. Muito deve incomodar o espírito acomodado e a espinha curvada do Labaredas que eu viva a escrever há vários anos que todas as épocas Suas Inafalíveis Majestades se dedicam a substituir dois ou três dos melhores por uma camioneta de sul-americanos (dos quais apenas dois ou três têm valor), com isso aumentando o rol das várias dezenas de jogadores emprestados a quem o clube paga ordenados para jogarem por outros, com isso impedindo o aparecimento de valores novos produzidos nas escolas do clube com custos que também o clube paga, mas com isso não conseguindo nem tornar a gestão solvente, nem o passivo dissolvente.
Repare, Labaredas: Deco, Mc Carthy, Maniche, Derlei, Costinha, Carlos Alberto, Luís Fabiano, Alenitchev, Pedro Mendes, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Nuno Valente, Paulo Ferreira, Diego, Ibson, Anderson, Bosingwa, Ricardo Quaresma, Pepe, Paulo Assunção, Lisandro, Lucho, Cissokho, etc, etc, já aqui vão 22 - duas equipas — sem sequer puxar muito pela memória. Imagine que equipa não teríamos agora, se apenas tivéssemos vendido metade ou mesmo dois terços deles! Ah, mas valeram milhões! Pois valeram: mas onde estão esses milhões, Labaredas? É essa a questão, percebe agora?

2 A boa notícia para logo à noite em Nicósia, é que, excepcionalemnte, vamos entrar em campo onze contra onze: o Mariano González não joga porque está castigado. E, embora nos continuem a faltar extremos de categoria (ó SAD, por favor, peçam lá o Quaresma emprestado ao Mourinho!) e médios ofensivos que, entre outros atributos, sejam capazes, de vez em quando, de rematar de meia distância sem enfiar a bola na bancada, o facto de entramos de igual para igual já é uma substancial melhoria. O futebol fez-se para jogar com onze, e não com dez, mais o Mariano González.

Mas a questão é que, tirando o Labaredas, a confrangedora exibição frente ao Belenenses (seguramente a mais fraca equipa que passou pelo Dragão desde há muito) deixou-nos a todos, verdadeiros portistas, completamente deprimidos. E nem adianta o consolo que foi ver o Benfica encostar em Braga ou o Sporting, mais uma vez, encostar em Alvalade. Com o mal dos outros podemos nós bem, mas não é apenas o consumo interno que nos preocupa: somos nós e apenas nós que jogamos a Champions e que temos a missão de prestigiar o futebol português de clubes. Ora, pelo que se viu contra o Beleneneses, e antes contra a Académica, e antes contra o APOEL, a missão afigura-se mais do que problemática.

Eu sei que, como diz Jesualdo Ferreira, vamos melhorar — aliás, só podemos melhorar. Mas, olhando para o actual nível exibicional da equipa, temo que, quando tal suceder, seja já tarde para evitar alguns danos produzidos. É que não é apenas a falta de extremos ou médios de ataque que dêem garantias, não é apenas a falta de um guarda-redes que não comprometa nos jogos mais importantes, ou a baixa de forma gritante de alguns jogadores em quem se confiava: é tudo o resto, também. A aparente deficiente condição fisica, a falta de atitude de conquista, que era a imagem de marca desta equipa nos anos anteriores, e até, estranhamente, a falta absoluta de ideias do que fazer contra equipas que se fecham todas atrás do seu muro, como este triste Belenenses (o Álvaro Pereita deve ter cruzado algumas 20 bolas para a área, 80% a despropósito, 90% mal cruzadas e 100% cruzadas do local errado, e da forma errada, de trás para a frente). Nos três jogos referidos — os últimos três disputados — o FC Porto, versão 2009/10 — começou sempre o jogo numa atitude de sobranceria, de descontração e falta de pressa em resolver as coisas. Passes displicentes transviados, remates à baliza dignos de amadores e assumidos como coisa naturalíssima, livres e cantos cobrados sem qualquer imaginação nem sombra de perigo, futebol a passo, sem rasgo nem génio: francamente, se lhes tivessem trocado as camisolas, eu acreditaria que estava a ver jogar o Sporting, sem ofensa.

O que fazer? Pois, começar a ganhar e já hoje. Depois, esperar que a longa e inexplicada ausência do Silvestre Varela chegue ao fim e que Jesualdo não demore mais um mês a integrá-lo, prolongando a penitência do Mariano e a nossa. E depois, se é que queremos bater-nos pelo campeonato e, vá lá, pelos quartos-finais da Champions, ir às compras em Dezembro. Sei que é contra tudo o que aqui venho defendendo há anos, em termos de gestão desportiva e financeira, mas visto que não há alternativa urgente, pois que tantos jogadores bons e úteis foram emprestados e nenhuma promessa dos juniores é aproveitada, não vejo outra saída a curto prazo.

3 Este ano fiz a mim mesmo uma promessa: não falar de arbitragens, enquanto me aguentar. Vamos quase a um terço do campeonato e tenho-me aguentado, não falando nem das arbitragens dos jogos do FC Porto nem das dos rivais. E tenho-me aguentado, sorrindo, mesmo quando (e é todas as semanas, sem falhar) leio os delirantes textos do ilustre trio de benfiquistas Leonor Pinhão-Sílvio Cervan-Ricardo Araújo Pereira (Fernando Seara é outro estilo). Eles começam a atacar os árbitros — os deles e os dos outros — antes dos jogos, continuam depois e nunca estão saciados. Tudo, rigorosamente tudo, lhes serve de motivo de suspeita e de tese de argumentação: se o árbitro é de Viana do Castelo, de Leça do Bailio ou de Reguengos de Monsaraz; se gosta de leitão à Bairrada ou de peixe grelhado; se, num anterior jogo de 2004 ou 1997, na opinião deles, não marcou um penalty a favor do Benfica, mas também se, pelo contrário, o marcou (o que significa que da próxima vez não marcará).

Eu leio, sorrio, às vezes apetece-me tremendamente responder-lhes igualzinho, mas depois lá me vou aguentando. Sempre achei e sempre o disse que, em minha opinião, as equipas verdadeiramente vencedoras não perdem tempo a discutir árbitros nem a queixar-se de arbitragens: devem jogar o suficiente para não estar à mercê de um erro do árbitro, que quase sempre acontece. E também acho que quem fala, grita e esbraceja quando se sente prejudicado e se cala muito caladinho quando toda a gente viu que foi beneficiado, quem se dá ao trabalho de fazer contabilidades de pontos 'roubados' pelos árbitros sem incluir nas contas os desfechos inversos ou os prejuízos dos rivais, não merece crédito algum.

Dou apenas um exemplo: já para aí ouvi muitos benfiquistas queixarem-se de terem sido roubados em Braga, devido ao golo do Luisão anulado. Bem, pese embora às explicações que li sobre a existência prévia de uma falta de outro jogador benfiquista na mesma jogada e que terá justificado a anulação do golo, eu, pela televisão, não vi falta alguma. Vamos admitir, então, que o golo foi mal anulado: quem poderia garantir que, se tem sido validado, o Benfica manteria o empate ou chegaria mesmo à vitória? Facto é este: o Braga ganhou 2-0; se o golo tem sido validado, teria ganho 2-1. O resto são contas à Sílvio Cervan.

Agora, atentem no golo que todos concordam ter sido mal anulado ao FC Porto, quando havia 0-0. Quem pode garantir que o Belenenses, a perder por 1-0 e com a consequente necessidade de desmontar o Muro de Belém em frente à sua baliza, chegaria ao empate, em lugar de encaixar mais um ou dois golos? Facto: o resultado foi 1-1; se o golo é validado, como deveria ter sido, o FC Porto teria ganho 2-1. Ou seja, o resultado da jornada, revisto à luz das arbitragens, acabou por ser excelente para o Benfica: uma eventual má decisão do árbitro que o prejudicou, não lhe roubou, todavia, ponto algum; já uma real decisão errada do árbitro roubou dois pontos ao FC Porto. Mas, como costumam dizer os treinadores, não vou por aí: o FC Porto perdeu dois pontos porque não jogou nada. E disso, o árbitro não tem culpa.

Miguel Sousa Tavares n' A Bola.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Liga Sagres - Classificação


Capas de 2 de Novembro de 2009