domingo, 31 de janeiro de 2010

Basquetebol - Porto conquista Taça Hugo Santos

O FC Porto conquistou hoje a I Taça Hugo dos Santos de basquetebol masculino, ao vencer na final a Ovarense, por 74-53, em jogo disputado no Pavilhão Jacinto Correia, em Lagoa.

Capas de 31 de Janeiro de 2010

Formação - resultados de ontem

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (I Divisão)
Varzim-FC Porto, 1-1
(Luís Mata, 25m)

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 2)
Candal-FC Porto, 0-8

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (Futebol de 7)
Dragon Force-Foz, 5-1
(Ramiro 2; Diogo 3)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 1)
FC Porto-Dragões Sandinenses, 7-1
(João Costa, 4 e 16m; Wilson, 9m; Marcelo, 17 e 49m; Fábio Cunha, 50m; David Aguiar, 55m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (II Divisão, Série 4)
FC Porto-Alunos Meirim, 13-0
(Scholes, 2m; Schutte, 9 e 17m; Casimiro, 13, 15, 43, 51 e 60m; Pedro Marques, 26m; Rogério Ramos, 35m; Gonçalo, 40m; Diogo Martins, 55m; Filipe Guimarães, 58m)

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 2)
Paredes-FC Porto, 0-14
(Leite 1, Hélder 3, Dalot 1, Felix 2, Caetano 3, António 1, Leandro 3)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 4)
Amarante-FC Porto, 1-4
(Lucas Pereira, 2m; João Costa, 28m; João Mário, 40m; Gonçalo Nunes, 46m)

Sub-9: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 1)
Dragon Force-FC Porto, 3-1
(Sardinha 2; Afonso 1)

Sub-19: Porto vence

Vitória robusta e sem contestação. O FC Porto recebeu o Merelinense e venceu por 4-0, em mais um jogo do Campeonato Nacional de Juniores A. Alex (23m), Tiago (46m), Flávio (73m) e Sérgio Oliveira (75m) foram os marcadores de serviço dos sub-19 dos Dragões.

A equipa de Patrick Greveraars alinhou com o seguinte onze: Maia, David, Hugo, Ramon, Bacar, Dias, Alex, Sérgio Oliveira, Claro, Amorim e Tiago. Jogaram ainda Renato, Pipo e Flávio.

Hóquei em Patins - Porto ganha

O FC Porto Império Bonança continua invicto no campeonato nacional e é cada vez mais líder. À entrada da segunda volta, os Dragões ganham uma vantagem de cinco pontos sobre o segundo classificado, o Benfica, graças a uma vitória por 5-2 em Torres Vedras, frente ao Física. Porém, o triunfo no terreno de uma das equipas revelação do campeonato não foi nada fácil.

A equipa da casa entrou melhor neste encontro da 13.ª jornada do campeonato e chegou a estar a vencer por 2-0. No entanto, o espírito dos octocampeões nacionais veio ao de cima e, ao intervalo, os Dragões já tinham dado a volta ao marcador, com dois golos de Pedro Gil e um de Reinaldo Ventura.

Na segunda parte, Filipe Santos e André Azevedo aumentaram a vantagem e estabeleceram o resultado final de 5-2. Com 12 vitórias e um empate, o FC Porto Império Bonança está bem lançado para o eneacampeonato. Agora, resta esperar por uma segunda volta ao mesmo nível da primeira.

Basquetebol - Porto ganha

O FC Porto Ferpinta apurou-se, esta sexta-feira, para as meias-finais da Taça Hugo dos Santos, ao vencer o Vitória de Guimarães, por 71-69, no final de um jogo electrizante, marcado pelo equilíbrio e por frequentes trocas na liderança. Os Dragões defrontam, no sábado, o vencedor do jogo entre Benfica e Vagos.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Capas de 29 de Janeiro de 2010

Incendiários

O autocarro do FC Porto e o carro de Pinto da Costa foram apedrejados no último fim-de-semana quando se dirigiam para o Estoril. Ninguém tomou posição sobre o assunto. Nem a Liga, nem a Federação, nem gente que tem opinião sobre quase tudo, ninguém repudiou a cobardia de tais actos, nem o risco que implicaram para a integridade física de jogadores, técnicos e dirigentes, nem as sementes de violência que os mesmos terão semeado num terreno fertilizado pela quantidade de porcaria que tem sido atirada para cima do futebol português nos últimos tempos. A Comissão Disciplinar da Liga entretém-se a regar o cenário com gasolina enquanto a Comissão de Arbitragem brinca alegremente com todos os fósforos que, inconsciente, consegue tirar da caixa de Pandora que lhe puseram nas mãos. E andamos nisto, agradecendo aos deuses ou ao frigorífico que o sorteio da Taça da Liga não tenha colocado FC Porto e Benfica na mesma meia-final para não termos de antecipar o início da época de incêndios para o dia de um clássico qualquer. E esperando que alguém ponha a mão a isto, antes que isto acabe mal.

Jorge Maia n' O Jogo.

Ainda o túnel da Luz

SOBRE o que aqui escrevi em relação ao túnel da Luz, apareceram as carpideiras dos novos costumes a verberar por eu ter invocado as provocações que terão antecedido as eventuais agressões. Alguns não se coibiram de suscitar o mas populista e demagógico dos argumentos, retratando os stewards como pobres coitados, que teriam sido agredidos, imagine-se, por um bando de milionários. Pois a nota de culpa, agora conhecida, confirma que houve uma conduta provocatória desses coitadinhos. Não me comovo com os pseudo-moralistas, que usam as técnicas do beatério para as suas causas fracturantes e gostam de invocar a liberdade em seu benefício exclusivo, mas que a detestam logo que alguém não se conforma com as suas epístolas. Reafirmo o que então escrevi: se houve uma ou mais agressões, trata-se de um caso de polícia. Naturalmente, as provocações são meras atenuantes que não desculpam comportamentos violentos.
Ora, viu-se agora o que se passou no túnel da Luz, em 2007/2008, com a agressão ao team manager do FC Porto. O episódio foi presenciado pelo delegado da Liga e por agentes da PSP, cuja Direcção Nacional confirmou que foi elaborado relatório e enviado à Liga, mas esta diz que não lhe chegou «qualquer participação ou queixa que implicasse averiguar factos». Não se colocando a hipótese de a PSP estar a mentir, a versão mais plausível é a de que o CD da Liga desvalorizou a agressão, não porque o FC Porto não tenha apresentado queixa — o que é razoável em função da desconfiança que o CD da Liga lhe merece — mas porque terá considerado o episódio alheio e estranho ao jogo e, por isso, um mero caso de polícia, o que coincide com a minha interpretação sobre o enquadramento do caso presente.

É óbvio que, tendo havido a exibição de cartões vermelhos a Hulk e Sapunaru, se justifica o processo disciplinar desportivo, mas isso não cauciona a morosidade do processo e muito menos a acusação proferida. Se a moldura penal máxima para uma agressão a outro jogador, seja no campo ou no túnel e mesmo sem atenuantes é de 5 jogos de suspensão, o art.º 115 com a sua moldura penal mais severa não se pode aplicar no caso dos stewards, que não podem estar no túnel, que são contratados pelo organizador para controlar os espectadores e que não são delegados ou intervenientes no jogo. Estes sim, e ao contrário dos stewards, estão também sob a alçada dos regulamentos desportivos, e justificam que estes lhes concedam a devida protecção. Aliás, a pena não tem, por definição, apenas um carácter expiatório, mas interessa também para a protecção das potenciais vítimas e prevenção de casos semelhantes.

Sei que os pseudo-moralistas querem sangue e não vão ler a parte da nota de culpa, onde o instrutor lembra que o Benfica é reincidente, e assinala «a intensidade do dolo revelada pelos stewards» nos incidentes. Tudo porque a hipocrisia e o proselitismo venal os obrigam a essa cegueira.

Os exemplos
A propósito do sucedido no túnel, reclama-se mão pesada para os atletas e invoca-se, como precedente, o caso Cantona, que agrediu um espectador nas bancadas. Curiosamente, o CJ da FPF confirmou a pena de dois jogos de suspensão que a CD da Liga aplicara a Lisandro, por este ter simulado um penalty, iludindo o árbitro e influenciando o desfecho de um jogo, mas já não se invocam semelhanças com o caso do francês Henry, que também iludiu o árbitro e influenciou o desfecho do jogo, no logro mais evidente e mediático da história desde a mão de Maradona, sem que tenha merecido qualquer punição disciplinar por parte das altas esferas do futebol.

Em polvorosa
O secretário de Estado não comenta o actual momento do futebol português mas, em função dos últimos acontecimentos extra-desportivos, alguém terá de intervir. Os dirigentes desportivos estão a deixar que o futebol português entre numa perigosa vertigem. A suspeita, a insídia, a decadência das instituições do futebol, o ambiente bandoleiro, os dinheiros desconhecidos, a violação das leis e dos direitos individuais e colectivos e os fretes jornalísticos deram lugar à intimidação, à violência e a apedrejamentos. Perante esta guerra civil sem trégua à vista, o que faltará para que os poderes instituídos demonstrem sentido de Estado, e assumam a sua autoridade e responsabilidade?

Uma hipótese
DE acordo com o processo disciplinar, e apesar da reincidência, o Benfica pagará, no máximo, 2500 euros de multa e nada acontecerá aos coitadinhos. Imagine-se, então, que um clube contrata um grupo de meliantes, atribui-lhes a função de steward e coloca-os no túnel, onde as câmaras de filmagem são convenientemente desviadas. Antes de entrar em campo, a equipa adversária é selvaticamente agredida. Para não serem suspensos, os atletas não reagem mas, por causa das agressões, não podem disputar a partida. Assim, e a troco de uns míseros cobres, a equipa da casa vence por falta de comparência do adversário. Claro, trata-se de uma hipótese académica. Em Portugal essas coisas nunca acontecem.

'No pasa nada'
IMAGINE-SE que o ataque tinha sucedido no Porto e na VCI e não na A5, e que o alvo tinha sido uma qualquer equipa que não fosse o FC Porto. Os jornais teriam dedicado as suas capas às imagens dos veículos apedrejados, os jogadores seriam elevados a heróis por não terem desistido de disputar o jogo, o Ministro da Administração Interna já teria aberto um inquérito, a PSP estaria a ser acusada de passividade e conivência. Os gatos fedorentos escreveriam crónicas humorísticas encimadas por um cartoon de Pinto da Costa a atirar um calhau e não faltaria quem garantisse que o Porto é um território sem lei, controlado pela máfia portista, e pelos gangs da noite, e mais perigoso que Palermo.

Rui Moreira n' A Bola.

Conveniências e interesses

TAL como no desajustado mundo da política, o do futebol tem os seus rabos de palha, as suas conveniências, dislates, coincidências, interesses comerciais e palermices — tudo junto também é possível arranjar-se. Num mundo ideal, estas coisas diluíam-se dentro das quatro linhas, a jogar à bola, com laterais rápidos, centrais portentosos e pontas-de-lança, digamos, com sentido de oportunidade. Ai de nós; o futebol só a espaços se joga nos relvados. Não porque haja falta deles (somos, provavelmente, um dos países com mais concentração de estádios de futebol da União Europeia), mas porque conveniências, dislates, coincidências e interesses comerciais se unem em conciliábulo para promover patetas e canalhas a «uma espécie de gente». Esta «espécie de gente» tomou conta do futebol por causa do poder que ele transporta para todo o lado. Um dia, havemos de festejar os jogos das distritais — e mesmo esses, olha lá.
Tudo se havia de harmonizar se houvesse justiça desportiva a sério e não um arremedo de «tribo disciplinar» muito entretida a negociar favores, promovendo conveniências, dislates, coincidências, interesses comerciais e palermices.

Não, não me assusta o clima de guerra aberta instalado na bola. É normal e faz parte do cenário. O país não merece mais — e não me consta que haja países subdesenvolvidos em que a tentativa de transformar o futebol em merda não resulta. Resulta sempre. Bom proveito é o que lhes desejo. Lá se arranjem.

A bola, finalmente. A bola, bola: o meu FC Porto desenvencilhou-se contra um Estoril aguerrido e decente. Não sei se se desenvencilhará na próximas partidas, enquanto a equipa não apresentar armas à chamada. Ilibo Jesualdo, à partida – e não peciso de citar Freud nem Clausevitz ou Maquiavel. Há momentos em que a guerra é a guerra e só essa me interessa. Jogo, jogo puro, golos, laterais rápidos, avançados oportunos e centrais portentosos. Quem gosta de futebol, gosta desse jogo. Estou à espera, de cachecol na mão.

Francisco José Viegas n'A Bola.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Capas de 28 de Janeiro de 2010


Direito por linhas tortas


Há um ano, o sorteio das meias-finais da Taça da Liga foi condicionado. Usaram-se dois potes. Um para os dois melhores primeiros classificados da fase anterior, que, no caso, eram o Sporting e o Benfica, e outro com o terceiro melhor primeiro classificado e o melhor segundo, que, no caso, eram o FC Porto e o Guimarães. Como resultado desse condicionamento, FC Porto e Guimarães ficaram automaticamente condenados a jogar fora de casa a fase seguinte, enquanto se garantiu, ao Sporting e ao Benfica, o privilégio de receber os dois jogos das meias-finais. Este ano, sem mudanças nos regulamentos e sem explicações, a Liga optou por um sorteio puro. O que justifica a questão: porquê? Ora, este ano os dois melhores primeiros classificados eram o Sporting e o FC Porto. Com um sorteio condicionado, com os mesmos dois potes do ano anterior, o Benfica e a Académica estariam condenados a jogar fora de casa, mas, com um sorteio puro, os encarnados tinham uma hipótese de jogar na Luz: bastava que o sorteio lhes tivesse colocado a Académica no caminho. Não aconteceu. É o que têm os sorteios. Às vezes escrevem direito por linhas muito tortas.

Jorge Maia n' O Jogo.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Capas de 27 de Janeiro de 2010


Afinal, havia outro


Há coisa de um ano, houve jornais que escarrapacharam na primeira página, em letras tão garrafais quantos lhes permitia o respectivo grafismo a palavra "batoteiro" por baixo de uma foto de Lisandro. Em causa estava a grande penalidade que o argentino teria simulado em lance disputado com Yebda no FC Porto-Benfica. A Comissão Disciplinar da Liga castigou Lisandro com um jogo de suspensão e multa de 750 euros por "simulação evidente de grande penalidade inexistente, que provoca decisão errada da equipa de arbitragem", mas mais do que isso, justificou alegremente tais manchetes insultuosas em relação a um dos melhores jogadores que passaram pelo futebol português nos últimos anos. Ora, ontem, a CD da Liga puniu Pablo Aimar com 750 euros de multa por "simulação evidente de grande penalidade inexistente, que provoca decisão errada da equipa de arbitragem". Só não foi suspenso por um jogo porque, simpaticamente, a CD considerou que o lance não beneficiou a sua equipa na atribuição final dos pontos. Como não tenho nenhuma dúvida sobre a honestidade de quem fez as primeiras páginas que chamavam batoteiro a Lisandro, só posso imaginar que pensem exactamente o mesmo de Aimar. Podem é não ter autorização para lhe chamar isso na cara...

Jorge Maia n' O Jogo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Capas de 26 de Janeiro de 2010


A virtude do meio


Rúben Micael acertou 94 por cento dos passes que fez no jogo de estreia com o FC Porto, frente ao Estoril. Ora, os que têm conseguido manter-se acordados durante os últimos jogos do tetracampeão nacional e, de entre essas infelizes vítimas de insónias, os que conseguem manter os olhos abertos perante o que muitas vezes parece um assustador filme de zombies sabem que os passes errados, em particular na zona do meio-campo, são um dos principais problemas da equipa de Jesualdo Ferreira. De tal forma que, nos últimos tempos, os balanços ofensivos dos portistas pura e simplesmente ignoram o meio-campo, dependendo exclusivamente da disponibilidade dos laterais e dos extremos para transportar a bola até ao ataque. E é por isso que os 94 por cento de passes certos de Rúben Micael no jogo com o Estoril são tão relevantes. Se juntarmos a isso a capacidade do madeirense para aparecer na zona de finalização e, com a sua contratação, o FC Porto pode ter ganho não só um bom médio, mas também todo o meio-campo. E já se sabe que uma equipa dá mais luta se jogar com onze.

Jorge Maia n' O Jogo.

Rúben Micael


SIM, é verdade – a primeira vez de Rúben Micael pelo FC Porto, no Estoril, não foi de sonho, estonteante. Estranho seria que fosse. Mas chegou para mostrar que com ele – o seu meio-campo pode ganhar outra respiração, deixar de andar, como tem andado, atormentado, convulso e tísico, divorciando a defesa do ataque em vez de uni-los, dramaticamente...
OK, já estou a ouvir o rumor:

– Deve pensar que é o Iniesta!

Sei que não é – mas sei que com ele no FC Porto tudo pode ser diferente. Porque Rúben Micael é daquele tipo de jogador que perturba as ordens estabelecidas – e num transe de magia é capaz de pôr o campo em alvoroço, no frenesim da bola que volta a ser redonda, do relvado que volta a ter espaço, do futebol que volta a parecer poema.

OK, já estou a ouvir o rumor:

– Deve pensar que é o Messi!

Sei que não é – mas sei que com ele no FC Porto tudo pode ser diferente. Porque Rúben Micael é daquele tipo de jogador que rompe linhas de combate para marcar, enleante, a sua presença em acção. Com cabeça de xadrezista faz jogar quem tem em seu redor, com pernas de agente solidário não estraga o que a táctica pede. Com fulgor ilumina jogadas – umas vezes abreviando-as, outras vezes demorando-as, fazendo o necessário, de quando em quando o deslumbrante, inventando golo no buraco da agulha.

OK, já estou a ouvir o rumor:

– Deve pensar que é o Ronaldo!

Sei que não é – mas sei que com ele no FC Porto tudo pode ser diferente. Porque Rúben Micael é daquele tipo de jogador sempre pronto a dar-nos a ideia de que no futebol a melhor forma de aplicar a inteligência ao jogo é revelar virtudes e esconder defeitos – e de que o êxito é um enigma que umas vezes se resolve com o génio e o talento e outras com a vontade e a fé, mas raramente se resolve com a arrogância no ar e a cabeça nas nuvens. E é por isso que eu sei que para ser tudo o que ele tem de ser – o Rúben Micael só tem de ser o Rúben Micael...

António Simões n' A Bola.

Escuteiros


1 Parece que meio País não faz outra coisa que não escutar, deliciado, conversas alheias. Se conheço as escutas? Bem, eu não conheço outra coisa, fui criado com as escutas telefónicas. Quando eu era pequeno, em casa dos meus pais, todos nós sabíamos e sentíamos que a PIDE escutava todas as conversas. Era o tempo dos telefones fixos e a tecnologia das escutas não estava desenvolvida ao ponto sofisticado a que hoje está: nós ouvíamos distintamente os «cliques» das gravações, quando a fita chegava ao fim, e às vezes até conseguíamos ouvir a respiração do PIDE de escuta. Também a correspondência da casa era aberta e lida e, por vezes, roubada (apareceu depois nos arquivos da PIDE). A sensação de ter a toda a nossa correspondência e conversas privadas devassadas por outrem não é explicável: é preciso ter passado por isso para o entender.
Quis o destino que, anos mais tarde, o meu primeiro emprego fosse justamente na Comissão de Extinção da PIDE/DGS, onde estive poucos meses — até ter percebido que havia forças políticas que tinham tomado o controlo da Comissão e do Forte de Caxias e cujo objectivo não era o de fazer justiça aos abusos da PIDE e levá-los a julgamento, mas, sim, o de guardar o material explosivo que a PIDE tinha reunido sobre diversos cidadãos e aproveitá-lo eventualmente em proveito próprio. O que tornava esse material explosivo era exactamente o conteúdo das escutas a que diversas figuras da oposição tinham sido submetidas anos a fio. Bastou-me ler dois ou três exemplos do conteúdo de escutas (e mais já não consegui ler) para entender esta grande verdade: não há ninguém, absolutamente ninguém, que não tenha conversas privadas que não podem ser expostas em público. As escutas policiais são uma forma de devassa e de violência sobre a privacidade alheia, que só circunstâncias absolutamente excepcionais e sob apertadíssimo controle judicial é que podem justificar. Infelizmente e à revelia do que a Constituição democrática veio estabelecer sobre a inviolabilidade da correspondência e o direito à privacidade, as escutas estão hoje banalizadas na investigação criminal, ao ponto de se terem tornado na prova absoluta, quando não única. Como muito bem escreveu o «Times», a propósito da investigação do «caso Maddie», a investigação criminal em Portugal continua ainda refém da técnica única da auto-incriminação dos suspeitos: ou pelas escutas das suas conversas ou pela confissão dos próprios — espontânea ou «induzida». Mas não apenas as escutas se banalizaram como método de investigação: banalizou-se a divulgação do seu conteúdo para a imprensa, ao arrepio dessa anedota chamada «segredo de justiça», banalizou-se a falta de controlo sobre o destino das gravações e sobre a sua efectiva destruição, em caso de arquivamento ou sentença transitada, como manda a lei. Rio-me sempre que vejo o nosso PGR, o dr. Pinto Monteiro, a anunciar «rigorosos inquéritos» depois de consumadas as violações. Também agora ele anunciou mais um inquérito, que fatalmente acabará em nada, para saber como é que as escutas do Apito Dourado chegaram ao YouTube e à imprensa. Eu acho que o inquérito deveria ter outro objecto: saber por que é que o sr. procurador não se incomodou antes a certificar-se que as gravações tinham já sido destruídas, como manda a lei? Aposto que qualquer dia temos aí publicadas as escutas das conversas entre José Sócrates e Armando Vara, que, todavia, foram mandadas destruir por ausência de indícios incriminatórios. Eu aposto…

Pois então, parece que meio País anda ocupado a perder horas do seu tempo a escutar as conversas que outros escutaram a Pinto da Costa e Valentim Loureiro. E apesar de, ao que dizem, elas nada conterem de novo em relação àquilo que, a conta-gotas e oportunamente, foi sendo divulgado ao longo do Apito Dourado, o interesse popular não diminuiu, antes pelo contrário. Não me admira nada e por duas razões: primeiro, porque o «povo» quer fazer justiça por suas mãos e não se conforma que a Justiça, ela própria, o não tenha feito (foi comovedor o texto do José Manuel Delgado, anteontem, a pedir ao povo que não condene sumariamente a Justiça por esta não ter condenado Pinto da Costa, pois que os juízes, coitadinhos, andam assoberbados de trabalho e às vezes distraem-se…); em segundo lugar, porque o prazer das escutas está em ouvi-las e não em lê-las: é isso que satisfaz os desejos de voyeurismo e devassa alheia de um verdadeiro escuteiro — é melhor do que espreitar pelo buraco da fechadura. Não, a mim não me admira nada que a PIDE tenha escutado livremente durante cinquenta anos e que a Ditadura se tenha assim imposto ao respeito de um povo que é capaz de transformar a devassa da intimidade alheia em desporto nacional.

2 Como sempre escrevi, o que fez o Apito Dourado nascer torto desde o princípio foi o carácter selectivo dos seus alvos. O Apito Dourado não visou apurar, de cima a baixo, as eternas suspeitas que pairam, e continuam e hão-de continuar sempre a pairar sobre o futebol português. Se esse fosse o objectivo, haveriam de ter sido escutados não apenas dois alvos — Pinto da Costa e Valentim Loureiro — mas, sim, dezenas deles. E houve um episódio sintomático que veio confirmar isto mesmo. A certa altura do entusiasmo jornalístico com o Apito, o «Público» publicou, inesperadamente, o teor de uma escuta entre Valentim Loureiro e Luís Filipe Vieira (apanhado por arrasto no telefone de Valentim). E o seu conteúdo não podia ser mais óbvio: Vieira telefonara a Valentim a pedir-lhe o afastamento de um árbitro escalado para apitar um Belenenses-Benfica e os dois juntos foram desfilando nomes de árbitros, até que, ao quarto nome, Vieira se deu, enfim, por satisfeito. Mas não sem que antes, e no meio da conversa, tivesse deixado escapar esta frase intrigante: «Como sabe, tenho outras maneiras de resolver o assunto». A divulgação desta escuta caiu como uma bomba no terreno de batalha errado. Nesse mesmo dia, Vieira convocou uma conferência de imprensa, onde se limitou a dizer que não respondia a perguntas nem falava dos factos, apenas avisava os benfiquistas que estivessem alerta contra essas «manobras»; porque mais haveriam de aparecer. E sucederam, então, três coisas curiosas: uma, é que não apareceu mais nada, ao contrário do que ele tinha previsto; outra, é que ninguém, no CD da Liga, achou que uma combinação de árbitros entre o presidente de um clube e o presidente da Liga (que lá tinha sido posto por aquele) violasse a «verdade desportiva»; e a terceira, é que nem o CD nem o Ministério Público acharam que houvesse qualquer interesse em chamar o presidente do Benfica para que este explicasse o que queria dizer com aquela frase de que tinha outras maneiras de resolver assuntos daqueles.

Pois é: há escutas e escutas. Ora, divirtam-se com estas!

3 Também parece que o célebre túnel da Luz tem incidentes gravíssimos e incidentes banais. Os do passado dia 20 de Dezembro foram gravíssimos, embora ainda não julgados. Já os do Benfica-Porto da época passada, parece que estão prescritos ou que não há prova ou que na altura não foram tidos como nada de mais — tal como outros que consta por lá terem acontecido. Sempre, sempre, nesse misterioso túnel da Luz, transformado em território decisivo para o desfecho do campeonato.

4 Na última página da edição de domingo de «A Bola» li um curiosíssimo artigo, que me deixou a meditar. Embora o mesmo seja anónimo (o que não é prática da casa), o seu teor aponta para alguém dentro do próprio CD da Liga (a menos que o autor seja um desses «fretistas» de que falava o texto de Rogério Azevedo na mesma edição). De facto, só alguém dentro do CD pode revelar um tão íntimo conhecimento do processo de averiguações aberto a Hulk e Sapunaru, ao ponto de falar na «abundante prova testemunhal» recolhida contra eles e acrescentar que, embora a lei não permita a incriminação com base nas célebres imagens nunca vistas mas já sobejamente conhecidas, o CD encontrará o expediente para se aproveitar delas. Mais curioso ainda é quando, para tentar justificar o injustificável escândalo de uma suspensão prévia que vai já em cinco jogos, se escreve que essa demora está «plenamente dentro de uma média que tem oscilado entre as quatro e as oito semanas, o que esmaga por completo a tese da extraordinária morosidade deste processo». Eu li e confesso que quem ficou esmagado fui eu. Primeiro, porque não é normal este jornal tomar uma posição de princípio, e tão veemente, sobre processos disciplinares em que nem sequer a acusação é ainda conhecida. Depois, porque bem gostaria que me dissessem quais foram os outros casos de suspensão prévia de jogadores por um período de quatro a oito semanas. E, enfim, porque em abono da tão invocada verdade desportiva e da verdade do futebol jogado em campo, eu acharia que «A Bola» mais depressa se bateria para que um jogador como Hulk não ficasse de fora do jogo dois meses, apenas à espera da sentença. E se, em vez do Hulk, fosse o Saviola?

MIguel Sousa Tavares n' A Bola.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Capas de 22 de Janeiro de 2010


O regresso de Pedroto


PARA além das muitas razões que o FC Porto tem da arbitragem, CD da Liga, renascimento de poderes que já adulteraram a verdade desportiva e branqueamento dessas situações, é inegável que a equipa é, por ora, incapaz de atingir com consistência os níveis de competência que lhe são exigidos não só pela concorrência (como se reflecte nos resultados), mas também pelos adeptos (como se comprova pelas bancadas vazias).
Recordar e exaltar a memória de Pedroto ajuda a compreender o tempo presente. O grande treinador e, a par de Pinto da Costa, ideólogo do renascimento portista, sabia que, em regra, o FC Porto era prejudicado pela arbitragem e reclamava sempre que isso acontecia; mas explicava que para ganhar era preciso ter os melhores jogadores.

Ora, quando hoje vemos os titulares e as reservas, perguntamo-nos se o FC Porto, apesar de ter o plantel mais caro, ainda terá os melhores jogadores. Há que fazer um diagnóstico justo e reconhecer que se o clube tem tido o realismo de vender bem os seus melhores activos, também é normal que, cada vez que isso acontece, seja preciso algum tempo para reconstruir a equipa. Mas, essa realpolitik, de que depende a sustentabilidade, deveria ser compensada pelo projecto Visão 611, um plano de formação e promoção de jovens que deveria, a prazo, reduzir os custos salariais. É que, até 2004, o FC Porto ganhara gastando menos que os adversários, mas vivia-se um tempo em que as vitórias dependiam de um orçamento que não era perpetuável.

Mas continuou-se a gastar mais do que a concorrência, ao passo que parte das mais-valias realizadas foi sangrada pela contratação de jogadores piores e de custo elevado. É lícito, por isso, que se pergunte como é que com a rede de scouting que descobre Valeri e Prediguer é preciso desviar Falcao e Álvaro da Luz. É razoável questionar se vale a pena continuar a apostar nas camadas jovens, se nem os melhores merecem a confiança do treinador entre as reservas utilizadas na Taça da Liga. É legítimo questionar se, este ano, houve um erro nas contratações que falharam, ou se não estão a ser aproveitadas.

É isto que aflige o adepto comum que, para além de verberar os roubos de catedral (que prejudicam a classificação mas ajudam a unir a família portista, como se viu na forma como a equipa foi aplaudida depois de um empate caseiro), também quer mais classe, ambição e qualidade e começa a temer que não haja tempo útil para o desejado crescimento da equipa, que só Jesualdo parece vislumbrar.

Agora, com o presidente a assumir publicamente as rédeas e a falar curto e grosso, com Rúben Micael como reforço do sector mas frágil da equipa, espera-se que o treinador consiga transmitir confiança e engendrar uma solução que permita disputar o campeonato até ao fim. O campeonato não está perdido, mas precisamos, urgentemente, de um Porto à moda de Pedroto.


Guerra de palavras
FERNANDO GUERRA está preocupado com o aperto financeiro do FC Porto e com a coerência de Pinto da Costa. Aflige-se com a cara contratação de Rúben Micael. Não saberá que o clube vendeu bem a sua parte no passe de Bolatti, e que, com base no segredo que a Liga guarda mas que A BOLA revelou, há quem garanta que Jesualdo vai ficar inibido de utilizar cinco dos titulares que, em vez de fazerem como Luisão, à vista de todos e protegidos por um conveniente cartão amarelo, terão dado uns pontapés no escuro do túnel a um inocente agente desportivo. Claro: o que Pinto da Costa devia fazer era calar-se, acatar, não contratar. Vivemos uma época que parece retirada do arquivo da RTP Memória.

As nomeações
PELOS vistos, Vítor Pereira está contente com Lucílio Baptista e com a sua prestação na Luz. Assim se entende que lhe tenha confiado o jogo que o Braga disputou em Coimbra. E estará também contente como 4.º árbitro na Luz que, depois de ter arbitrado o jogo da Taça da Liga envolvendo o FC Porto, foi agora apitar o Marítimo-Benfica. As duas arbitragens foram polémicas, mas mesmo que não o tivessem sido, continuaria a discutir o critério de nomeações, porque a suspeita não precisa de novos rastilhos. Dizia-se, dantes, que na dúvida os grandes eram sempre beneficiados. Agora que o «Benfica é Portugal», parece ser o único clube com esses estatuto, e não apenas para os senhores do apito.

Nevoeiro encarnado
TODOS concordam que Fernando desviou a bola com a mão no jogo com o U. Leiria, e com o penalty que poderia ter custado pontos ao FC Porto. Mas quando se trata de avaliar a mão de Maxi Pereira, que a deixa para trás e assim desvia a bola, o lance é ignorado porque se viu que não houve intencionalidade. Pior, só os foras-de-jogo assinalados ao FC Porto, através de um novo critério que impede os seus jogadores portistas de jogarem à queima. Depois, ainda se admiram por os jogadores portistas olharem desconfiados para o assistente, antes de celebrarem. Tudo isto se passa em claro-escuro, excepto as claríssimas ofensas de Oberdan e a mão de Falcao, que são indiscutíveis para alguns…

À deriva
EM Belém, num jogo frente ao último classificado da Liga, o FC Porto ganhou sem merecimento. A roleta da sorte que tudo decidiu sorriu a Jesualdo, quando Beto se redimiu fechando a porta aos adversários. Mas viu-se que a equipa está doente, muito doente. Assim se entende a forma como os seus penalties foram, em muitos casos, mal marcados. O que custa a perceber, neste jogo, é que, se oferecessem ao FC Porto todos os jogadores adversários a custo zero, e muitos eram jovens e inexperientes, nenhum deles teria lugar no plantel. E isso deve-nos fazer pensar se o plantel é o cerne da questão, se o crescimento da equipa está emperrado, ou se o problema é mais simples e de natureza diversa.

Rui Moreira n' A Bola.

Isto vai uma linda república


Senador
Coluna do

Por
FRANCISCO JOSÉ VIEGAS

1 No mesmo dia em que a Federação de História e Estatística do Futebol classifica o FC Porto em 12.º lugar no seu ranking mundial de clubes, apareceram na Internet as transcrições das escutas telefónicas a J.N. Pinto da Costa. Belo serviço mas não justiça desportiva nem seriedade dos processos judiciais. Já se sabe que é ilegal, já se sabe que essa publicação fere gravemente as instituições da justiça e põe em causa a idoneidade e a fiabilidade do aparelho jurídico. Mas é uma festa. Os coscuvilheiros do regime aplaudem, sobretudo porque essa publicação (de que nenhum órgão de comunicão social é culpado, segundo parece) aumenta a sensação de que o segredo de justiça e as regras processuais são terreno minado. E, já agora, provam que no futebol a lei da selva tem mais eficácia do que a sensatez. Que lhes faça bom proveito. Espero, simplesmente, que o inquérito que o procurador-geral da República vai abrir seja eficaz e indique o nome do prevaricador. E se pertencer ao meio, tanto melhor. Isto vai uma linda república.
2 Não estou, de resto, para desviar as atenções do essencial, e o essencial é o seguinte: é inadmissvel que o FC Porto tenha de assistir a 30 grandes penalidades antes de saber se segue em frente na Taça. Mérito para o Belenenses, evidentemente, e demérito para a classe de abéculas profissionais que transformaram o futebol do FC Porto numa anedota para os adversários rirem a espaços. Grande parte dos dançarinos do grupo de tango e milongas do FC Porto deviam, nesta altura, estar em risco de serem corridos do balneário (e, já agora, para serem substituídos por jogadores de futebol). Mas não: Jesualdo garante que o FC Porto foi melhor, esteve melhor e mereceu ganhar. Não duvido. Do que eu duvido é deste futebol onde quase tudo falha, dos passes aos penalties. E um futebol assim até pode triunfar. Mas é rasquinha, rasquinha. E não me venham com estatísticas.

Francisco José Viegas n' A Bola.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Taça de Portugal - Porto nos quartos de final

Belenenses 2 - FCPorto 2 (GP 11-12)

Capas de 20 de Janeiro de 2010


Baía entre os melhores guarda-redes da história


Ocupando o 18º lugar de uma extensíssima lista de guarda-redes que actuaram entre 1987 e 2009, Vítor Baía é o melhor português de uma lista de que também faz parte Ricardo, na 57ª posição. Do rol de escolhas da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística de Futebol), em que o mais votado foi o italiano Buffon, constam também alguns nomes grandes que passaram pelo futebol português, como Schmeichel, Preud'homme, Mlynarczyk e Mihaylov.

Os critérios de escolha implicam a existência nas listas de guarda-redes e jurados de todos os continentes, acabando o resultado por nada ter a ver com estatística, não passando de uma eleição. Daí o lugar de destaque de nomes como Chilavert ou Taffarel.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Capas de 19 de Janeiro de 2010


"Escolhi o FC Porto porque aqui ganhamos... títulos"


Rúben Micael chegou ao clube que sempre quis. Apesar de ter vários interessados, cá dentro e lá fora, o madeirense revelou a Rui Alves o desejo de vestir a camisola azul e branca, espoletando as negociações que ontem terminaram com o final desejado para o jogador que já fala à Porto. Em entrevista a O JOGO, Rúben Micael prometeu fazer os possíveis para ajudar o clube a recuperar a liderança do campeonato e acredita "piamente" que ainda vai a tempo de revalidar o título. Jogar na Liga dos Campeões é outro dos sonhos que espera concretizar em breve, guardando para Junho outro: estar no Mundial da África do Sul. O médio confessou a admiração por Fernando e explicou como se tornou num médio goleador.

Começando pelo óbvio, porque escolheu o FC Porto quando tinha outros clubes interessados?

Porque no FC Porto ganhamos títulos, todos os anos jogamos a Liga dos Campeões, e porque foi sempre a minha escolha. Além disso, disse ao senhor Antero que tinha escolhido o FC Porto por causa da sua organização, que está muito à frente dos outros clubes. E nunca pensei que fosse tão bem organizado, em tudo, como já pude comprovar.

Esteve ou não perto do Sporting?

O único contacto que tive foi do FC Porto. É aqui que estou e muito satisfeito.

Foi um processo difícil?

Foi tudo muito rápido. Expliquei ao presidente do Nacional que queria jogar no FC Porto ele disse que sim. Depois os responsáveis do FC Porto falaram com o presidente e foi num instante

Conseguiu dormir bem nos últimos dias ou a ansiedade não deixou?

Confesso que senti alguma ansiedade para que as coisas se resolvessem o mais rápido possível, mas consegui dormir muito bem.

Para quem passou por dificuldades na infância o que significa assinar pelo FC Porto?

É muito bom, mas não vai mudar nada em mim. Estou feliz, sem deixar de ser a pessoa que sou.

O sorriso para o treinador [Jokanovic] aquando da substituição em Alvalade foi de despedida?

Não, porque ainda não sabia de nada.

Vai viver pela primeira vez fora da Madeira, acha que terá problemas de adaptação?

Só se for por causa do frio [risos]. Aqui falamos a mesma língua e a família e os amigos estão a apenas 1h50 de distância de avião. Não estamos assim tão longe.

Esteve no Olival de manhã, cruzou-se com Jesualdo Ferreira?

Tive oportunidade de falar com o presidente e com o treinador. Deram-me as boas-vindas e disseram-me o que dizem a quem chega de novo, que quem vem para o FC Porto tem de pensar apenas em trabalhar e ajudar a equipa para que possa ser campeã.

A sua estreia pelo FC Porto pode acontecer com o Nacional. Como será?

Antes de mais quero agradecer ao presidente do Nacional, aos meus ex-companheiros e adeptos porque todos me ajudaram bastante. Claro que será um jogo especial, se tiver a oportunidade de jogar, porque será o melhor clube português contra o segundo.

Vai festejar se marcar?

Não.

Tem consciência de que os adeptos do FC Porto têm grandes expectativas em relação ao que possa fazer?

Isso não acrescenta responsabilidade. E uma coisa posso garantir: não vai acontecer esconder-me do jogo e ter medo. De certeza absoluta que vou manter-me igual porque essa é uma característica que aprendi durante a infância. Sou como o FC Porto, penso em grande e por alguma razão o clube, nos últimos 30 anos, ganhou tantos títulos.

Chegou a ser reprovado por Nené numa altura em que efectuou testes no Benfica. Esta é uma oportunidade para provar que ele estava enganado?

Não tenho que provar nada a essas pessoas, mas sim provar às do FC Porto que tenho capacidade para jogar no melhor clube português. Há fases menos boas na nossa na vida e eu gosto de as recordar apenas para poder trabalhar ainda mais todos os dias. Este é um desses casos.

Carlos Gouveia n' O Jogo.

Rúben e Ronaldo


O Andorinha era clube pobre de Santo António, no Funchal. José Dinis Aveiro andava por lá como roupeiro. Quando o filho nasceu chamou-lhe Cristiano. Mas não simplesmente Cristiano. Juntou-lhe Ronaldo. Como Reagan, o presidente dos Estados Unidos que adorara como actor nos filmes velhos do Oeste – e parece até lhe embrulhou o futuro na profecia: «não sei porquê, mas vai ser tão famoso como ele». Aos três anos percebeu que dominava bolas de futebol como se tivesse dez. Cresceu – e começou a levá-lo para o campo. Cismava que para ser forte teria de comer duas sopas por refeição – e o que fazia sempre. Inevitável, do Andorinha saltou o génio para o Nacional. Na Choupana está, cobrindo parede, foto desse Ronaldo, cabelo rapado, chuteiras nas mão – e ar de mágoa que não se disfarça. Alguém me explica:
– Um drama, aquilo! No fim, com o Marítimo falhou um penalty, perdemos o campeonato. Furioso, descalçou as botas, atirou-as para longe, jurou que não jogava futebol nunca mais. Era já o seu espírito, o nosso craque...

Tinha 12 anos, continuou a jogar. Semanas depois foi do Nacional para Alvalade. A transferência teve uma causa: pagar dívida de 450 contos ao Sporting. O resto é o que se sabe: melhor jogador do mundo, agora no Real só de salário 1400 euros à hora.

Ah! Naquela manhã, na Choupana, coberta de nevoeiro, também me contaram que em Rúben Micael há o espírito do Ronaldo a chorar depois do penalty falhado. E é por isso que creio que o seu destino há-de ser parecido com o dele. Corre apenas um risco: que o transformem, sebastiânico, no homem capaz de tirar o dragão das suas angústias. Só ele não chega, percebeu-se, contra o Paços. Sem Hulk (que continua enredado em teias de uma justiça que às vezes tem razões que a razão não compreende...) este FC Porto é o mais fraco do século. E com o Benfica mais forte da década – ou vai ainda mais ao mercado comprar com muito juízo e pouco capricho (para não dizer pior...) ou está perdido, acredito.

António Simões n' A Bola.

Nem tudo é negro


1 As minhas preces foram ouvidas: Ruben Micael está a caminho do FC Porto, para reforçar o seu depauperado meio-campo. O preço é caro, mas se compararmos a relação qualidade/preço do madeirense com a do lote de argentinos do meio campo portista, acaba por ser quase barato. Caro é ter de sustentar o Guárin, o Tomás Costa, o Belluschi, o Valeri e o Prediguer. E Bolatti, depois de tantas promessas, encontrou finalmente comprador.
Diz-se que Rolando pode ir para o Man. United e que, nesse caso e à cautela, já está pronto a avançar o peruano Rodriguéz, do Sporting de Braga. Uma e outra coisa seriam boas notícias: uma boa venda e uma boa compra. Mas a segunda só encontra justificação no caso de a primeira ocorrer. Até porque, saindo Rolando, Jesualdo tem de dar uma oportunidade real a um rapaz que, ou muito me engano, ou está fadado para vir a ser um grande central: Nuno André Coelho.

De qualquer maneira, saúde-se a aparente inversão da política de compras da SAD do FCP, que eu não me tenho cansado de preconizar. Aparentemente, repito, acabaram-se as compras por atacado e por catálogo de sul-americanos que ninguém viu jogar senão no vídeo, e vai dar-se preferência a jogadores que actuam aqui e cujo valor é sobejamente conhecido. Está é a primeira boa notícia para os portistas, desde há uns tempos para cá.

Infelizmente, vai ser preciso muito mais para recompor a equipe desfigurada pelas saídas constantes de jogadores decisivos e entradas de jogadores que não vieram acrescentar utilidade alguma — sobretudo, no meio-campo, como tantas vezes tenho dito e salta aos olhos de qualquer um. Se pensarmos apenas a partir do ano de 2004 e da equipe que então foi campeã europeia, é fácil constatar que o FC Porto teve sempre grandes médios, à excepção desta época. O rol dos que foram saindo, apenas do meio-campo, é eloquente do quanto a equipe foi sendo desfalcada no sector decisivo do jogo: Deco, Maniche, Pedro Mendes, Costinha, Alenitchev, Carlos Alberto, Diogo, Anderson, Paulo Assunção, para não falar em várias promessas que, mal pareciam despontar, logo foram emprestados. No ano passado, e não esquecendo a grande época de Raul Meireles, restava apenas um médio de valor excepcional: Lucho González. Para entender a razão porque no ano passado o Porto foi tranquilamente campeão e este ano está tranquilamente a deixar-se afastar do título, basta pensar em dois nomes: saiu Lucho, entrou para o seu lugar Belluschi. Está tudo dito e quem tenha visto Belluschi contra o Paços de Ferreira, percebeu, uma vez mais, a esmagadora diferença.

Se eu pudesse ser treinador do FC Porto por 24 horas apenas, e à vista da situação actual, exigiria plenos poderes para uma verdadeira revolução no plantel. Para começar, forçava a compra do Ruben Micael — que já está feito; depois, pedia que se fosse recuperar o Ricardo Quaresma, nem que fosse por empréstimo e até ao final da época — proporcionando-lhe, aliás, uma hipótese de ainda se poder bater por uma lugar no avião para a África do Sul; depois reclamava o regresso imediato de alguns dos jovens emprestados e a «rodar» por aí: Candeias, Rabiola, Ukra, Helder Barbosa; e, enfim, promovia imediatamente o Sérgio Oliveira ao grupo dos convocados habituais. Em contrapartida, entregava também à direcção uma longa lista de jogadores a dispensar, vender, emprestar ou deixar para a Taça da Liga: Helton, Maicon, Tomás Costa, Belluschi, Guárin, Valeri, Prediguer, Mariano, Farías e, sim, Cristian Rodriguéz. Saíam dez sul-americanos e entravam sete jovens portugueses. A língua oficial do balneário mudava logo de espanhol para português e de certeza que sairíamos a ganhar na qualidade das opções. Depois, entregava outra vez a equipe a Jesualdo Ferreira.

2 Não sei se o empate contra o Paços significou ou não o enterrar definitivo das esperanças no título prometido a Pedroto por Pinto da Costa. Seria bom que não, por várias razões, das quais a menor não é a de a despedida ficar a dever-se a um indesculpável erro de arbitragem.

Notável que, depois do que todos viram, A BOLA ainda se tenha lembrado de promover uma sondagem «on line» onde se perguntava se o FC Porto teria sido prejudicado por erros de arbitragem. Notável, mas eloquente que tenha havido 73% de respostas a dizer que não. E notável e eloquente que se tenha passado a tentar inventar à lupa uma falta no golo do empate do Porto, pretendendo que Falcão terá feito golo com a mão e não com a cabeça (bastava perguntar a quem tenha jogado futebol um dia se aquela potência e direcção do remate poderiam ser alcançadas com mão…). E tudo isto apenas para não ter de se reconhecer uma coisa evidente: que o FC Porto perdeu dois pontos devido à arbitragem, depois de ter perdido Hulk devido a um filme que continua em exibição confidencial há um mês.

Notável que os colunistas benfiquistas e sportinguistas tenham passado a semana a gritar que o FC Porto tinha sido beneficiado pela arbitragem contra o Leiria, porque o seu guarda-redes foi mal expulso, «esquecendo» de mencionar: a) que só se percebe pela repetição em slow-motion que a bola lhe vai, de facto, à cara e não às mãos; b) que a expulsão ocorreu a dez minutos do fim, quando o resultado final já estava fixado; c) que antes haviam sido anulados dois golos ao FC Porto, um dos quais duvidoso e o outro claramente mal anulado; d) que havia sido validado o primeiro golo do Leiria, também em posição duvidosa, mas com diferente critério de apreciação; e) e que, já nos descontos, o árbitro não hesitou em marcar penalty contra o Porto e expulsar o Fernando, por mão na bola, que foi real mas também não era evidente (e se o penalty tem entrado, aí sim, adeus campeonato). Dizem que o penalty deveria ter sido repetido, porque Helton se mexeu antes, mas não há quem não saiba que essa é uma regra que em todo o lado só se aplica em casos flagrantes, sob pena de ter de se repetir 90% dos penalties.

3O erro imperdoável do fiscal-de-linha, anulando um golo limpo e, para mais, lindíssimo, foi a razão determinante dos dois pontos perdidos contra o Paços, mas não a única. Bastas vezes tenho escrito, e mantenho, que as grandes equipes têm de jogar o suficiente para se colocarem ao abrigo dos erros dos árbitros. O FC Porto também teve, claro, culpas próprias: vários jogadores, em posições determinantes, falharam em momentos-chave ou durante todo o jogo — Rolando e Falcão falharam o que não podiam falhar; Belluschi e Cristian Rodriguéz passaram pelo jogo estragando todas as jogadas em que intervinham.

Mas houve ainda outros factores a acrescentar às razões do fiasco: a falta de sorte e a incrível exibição do guarda-redes pacense, negando quatro golos certos apenas nos cinco minutos finais. E mais: a continuada ausência de Hulk, que já vai em cinco jogos de suspensão «prévia» (e ainda há benfiquistas que têm o supremo desplante de escrever que o FC Porto é que está tirar proveito da demora do inquérito disciplinar e que até é muita suspeita a demora! Ah, isso é, só que as suspeitas são outras…).

E, enfim, houve um último factor absolutamente decisivo no desfecho do jogo, e eu peço muita desculpa ao Paços de Ferreira, aos seus jogadores e treinador por ter de o referir, mas eu gosto muito de futebol e há coisas que não se podem calar. Disse Ulisses Morais, no final e antes que alguém falasse nisso, que «dignificámos o espectáculo, não fazendo anti-jogo». Rigorosamente falso: o Paços foi a equipe que mais anti-jogo fez no Dragão esta época, jogou sempre em 4x5x1 e às vezes em 5x5x0, fez um golo caído do céu sem que Helton tenha feito uma única defesa em todo o jogo e os seus jogadores simularam falsas lesões nada menos do que doze vezes. Em Inglaterra, o árbitro não lhes teria consentido esse tipo de jogo, o público tê-los-ia vaiado até os envergonhar e a imprensa tê-los-ia desancado sem dó nem piedade. Mas por isso mesmo é que em Inglaterra os estádios estão sempre cheios, jogue quem jogar. Lamento dizê-lo, mas não gosto de hipocrisias: a exibição do Paços de Ferreira no Dragão foi anti-futebol e infelizmente ajudada de forma decisiva por um fiscal-de-linha que anulou um golo obtido quase da única maneira possível, face àquele anti-jogo — através de um passe de ruptura vertical e uma desmarcação fulgurante do ponta-de-lança.

Miguel Sousa Tavares n' A Bola.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Comunicado da FCPorto - Futebol, SAD


A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem comunicar, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, ter chegado a acordo com o C.D. Nacional, para a aquisição dos direitos de inscrição desportiva do jogador Ruben Micael.

Esta aquisição foi realizada pelo montante de 3.000.000 € (três milhões de euros), sendo que a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD adquiriu 60% dos direitos económicos do jogador.

Informa-se ainda que o jogador acordou com a sociedade um contrato válido até 30 de Junho de 2014. A cláusula de rescisão prevista é de 30.000.000 € (trinta milhões de euros).

Hóquei em Patins - campeões das distritais


s equipas de juvenis e de iniciados do FC Porto sagraram-se este fim-de-semana campeãs distritais. Este é o dado mais marcante do fim-de-semana 100 por cento vitorioso das formações jovens do clube. Confira aqui os resultados.

Campeonato Distrital de Juniores
FC Porto – Fânzeres, 19-1
(Rafa (5), Tomás Castanheira (4), João Souto (3), Francisco (2), Henrique (2), Diogo Fernandes (2) e Cristiano)

Campeonato Distrital de Juvenis
FC Porto – Infante de Sagres, 4-1
(Telmo Pinto, André Ferreira, João Guimarães e André Realista)

Campeonato Distrital de Iniciados
FC Porto – AD Valongo, 9-1
(João Almeida (2), Xavier Oliveira (2), Álvaro Morais (2), Diogo Cardoso, Nuno Santos e Fábio Oliveira)

Campeonato Distrital de Infantis
FC Porto – AD Valongo, 6-4
(Hélder Pereira (3), Luís Pinheiro (2) e Pedro Pacheco)

Capas de 18 de Janeiro de 2010


Rúben, o meio-campo, Tomás Costa e etc...


Rúben Micael arrasta-nos para o meio-campo do FC Porto, a zona mais sensível da época. Sabíamos há muito que precisava de um abanão, e bem forte, mas, antes de pensarmos no que pode acrescentar o reforço que se anuncia, talvez seja pertinente parar um pouco para perguntar a Jesualdo Ferreira uma coisa muito simples: por que razão teve Tomás Costa menos hipóteses do que, por exemplo, Guarín? A ideia aqui não é crucificar o colombiano, porque para isso já há um coro completo, mas sublinhar a resposta do argentino, que andou semanas desaparecido da convocatória (e não foi só pela fractura do nariz, de que recuperou rapidamente...). O empate e os erros de arbitragem neste jogo não fizeram de Tomás Costa uma questão central, mas é justo sublinhar a dinâmica que imprimiu num meio-campo que tem sido frequentemente apático. Justifica-se o reforço, mas também se justificavam oportunidades distribuídas de outra forma aos que já estão no plantel. Isso, ou Tomás Costa enganou-nos bem...

Hugo Sousa n' O Jogo.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Formação - resultados de hoje


Sub-17: Campeonato Nacional de Juniores B (Série B)
Repesenses-FC Porto, 1-7
(Erik Gray, 10 e 25m; Tó Zé, 15m; Catarino, 60m; Lupeta, 70m; Ricardo Alves, 75 e 78m)

Sub-16: Campeonato Nacional de Juniores B
Padroense-Varzim, 2-0
(Costa, 28 e 47m)

Sub-14: Campeonato Distrital de Iniciados (I Divisão)
Cruz-FC Porto, 0-4
(Tiago Garcia, 2, 61 e 69m; Sérgio Ribeiro, 15m)

Sub-14: Campeonato Distrital de Iniciados (II Divisão)
FC Porto-Gervide, 13-0
(Ruben Macedo, 4, 7, 9 e 35m; Fábio, 15, 30, 38, 39, 46 e 65m; Emanuel Silva, 35m; Diogo Barbosa, 48m; Nuno Ribeiro, 59m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (Futebol de 7)
Dragon Force-H. Gonçalves, 4-5

Sub-11: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 2)
FC Porto-Maia, 11-0
(João Félix, 5; Zé Miguel, 2; Diogo Dalot; Diogo Leite; Francisco Caetano; Paulo Estrela)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (Futebol de 7, Série 1)
Penafiel-Dragon Force, 5-1

Sub-9: Campeonato de Escolinhas do Aves
AD Oliveirense-FC Porto, 1-12
(André Ramalho, 13, 22, 24, 25 e 26m; Gonçalo Marques, 14m; Pedro Pontes, 25m; Diogo Almeida, 35m; Filipe Bastos, 36m; Ricardo Ferreira, 39, 40 e 42m)

Formação - resultados de ontem


Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (segunda divisão, série 2)
FC Porto-Canidelo, 3-0
(João Gonçalves, 20m; Alex, 50m; Luís Pinto, 59m)

Sub-13: Campeonato Distrital de Juniores D (primeira divisão)
FC Maia–FC Porto, 0-5
(Sandro Fonseca, 11m; Luís Mata, 14m e 19m; Paulo Alves, 17m; José Pedro Leite, 29m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (segunda divisão, série 4)
FC Porto-Desportivo das Aves, 4-0
(Bola, 3m; Ricardinho, 8m; Scholles, 39m; Casimiro, 58m)

Sub-12: Campeonato Distrital de Juniores D (segunda divisão, série 1)
FC Porto-S. Félix da Marinha, 4-2
(Marcelo, 17m e 49m; Pedro Pereira, 24m; Manuel Namora, 36m)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (futebol de 7, série 4)
1.º Maio Figueiró-FC Porto, 3-6
(Fábio Santiago; Gonçalo Nunes; João Mário; João Costa; Vasco Paciência)

Sub-10: Campeonato Distrital de Juniores E (futebol de 7, série 3)
Bougadense-FC Porto, 0-13
(Fábio Vieira, 4; António Mendes, 3; Nuno Oliveira, 2; Pedro Santos, 2; Vítor Francisco e Diogo Andrezo)

Sub-9: Campeonato Distrital de Juniores E (futebol de 7, série 1)
Bairro do Falcão-FC Porto, 6-1

Capas de 17 de Janeiro de 2010