quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Não há coincidências

Em Dezembro de 2001, no dia 28, pouco depois de ter celebrado o seu 64º aniversário com familiares e amigos, Pinto da Costa recebeu José Mourinho em sua casa. O FC Porto atravessava momentos complicados em termos desportivos sob o comando de Octávio Machado e, apesar de não ter sido assinado nenhum contrato, ficou acordado nessa noite entre ambos que José Mourinho haveria de ser o próximo treinador do FC Porto. O episódio é contado por Pinto da Costa no livro "Largos Dias têm 100 Anos" e é quase inevitável recordá-lo agora que o presidente do FC Porto voltou a escolher o dia do seu aniversário para assinar um contrato, desta feita com André Villas-Boas, prolongando-lhe o vínculo com os portistas por mais um ano. Acredito que tanto André Villas-Boas como José Mourinho estejam cansados das comparações que são feitas entre ambos, mas há coincidências como esta que as tornam mais ou menos inevitáveis.

Jorge Maia n' O Jogo.

1 comentário:

r.m.silva da costa disse...

Entendo que a comparação que se pretende estabelecer entre José Mourinho e André Villas-Boas, não se justifica. São personalidades distintas e o único ponto em que coincidem é que ambos são treinadores de futebol e treinaram o mesmo clube.

O facto de Villas-Boas poder vir a tornar-se um treinador de sucesso, como é Mourinho, poderá comparar-se a dois prémios Nobel da literatura que criaram obras de valor, mas completamente distintas.