terça-feira, 1 de março de 2011

Pinto da Costa: Confusões na Luz não são novidade

À porta dos Juízos Criminais do Porto, tribunal onde decorreu a 1ª sessão do julgamento em que pede a condenação, por difamação, do arguido Octávio Ribeiro, director do "Correio da Manhã", processo relacionado com uma manchete de 14 de Março de 2007 daquele diário, intitulada "Pinto da Costa mandante das agressões a Bexiga", na altura ex-vereador da Câmara Municipal de Gondomar, o presidente do FC Porto não recusou comentar os mais recentes incidentes registados no relvado do Estádio da Luz.

A confusão no final do jogo Benfica-Marítimo, disputado anteontem e que terminou com a vitória da equipa da casa por 2-1, foi provocada por acesas discussões e alguns empurrões entre Jorge Jesus e Rui Costa de um lado - respectivamente treinador e director-desportivo do Benfica - e João Freitas, delegado ao jogo do lado dos madeirenses, do outro, merecendo da parte de Pinto da Costa uma análise marcada pela ironia do costume.

O presidente do FC Porto sublinhou, logo a abrir o assunto em causa, que "só" aceita comentar "qualquer confusão que seja novidade". Por uma razão muito simples: "Não é novidade seja o que for que aconteça no túnel do Estádio da Luz". Só que, pela segunda vez esta época, e curiosamente contra outra equipa madeirense - o desentendimento de Jorge Jesus com Luís Alberto, médio do Nacional, está a ser analisado pela Comissão Disciplinar da Liga -, as ocorrências sucederam em pleno relvado.

"Agora já deixaram o túnel", assinalou Pinto da Costa, completando a abordagem ao que se passou no terreno do actual segundo classificado da Liga Zon Sagres ao seu estilo: com humor e ironia. "Deve haver muitas câmaras no túnel e as câmaras que filmam os acontecimentos cá fora são mais fáceis de controlar do que as que filmam lá dentro".

Pinto da Costa comentou ainda ao facto de a Comissão Disciplinar da Liga ainda não ter decidido o caso que resultou do jogo Benfica-Nacional, de 22 de Janeiro, relativo ao já mencionado episódio protagonizado pelo treinador do Benfica e por Luís Alberto, jogador da equipa madeirense. "Não tenho que estranhar nem deixar de estranhar, porque isso compete à Comissão Disciplinar da Liga decidir. Naturalmente, eles têm os seus timings e se ainda não decidiram é porque ainda não estão em condições de o fazer", defendeu, revelando, neste caso, não querer estar a interferir no desenvolvimento do processo instaurado pelo órgão presidido pelo juiz Herculano Lima.

Pinto da Costa disparou em direcção a um alvo identificado: os críticos do FC Porto. "Essas pessoas não nos merecem atenção, porque são aquilo que, no sentido figurado, qualifico como os incendiários do futebol. Através de programas televisivos, onde respiram ódio em cada intervenção, não têm outra intenção que não seja denunciar coisas hipotéticas".

O presidente do FC Porto considerou que "caiu a máscara a determinada Imprensa", depois de uma reunião na Luz na qual "estiveram alguns dirigentes dos vermelhos e nela participaram José Manuel Delgado e Fernando Guerra, do jornal "A Bola", e comentadores televisivos, onde tomaram ridículas deliberações como pedir aos sócios que não apoiassem a equipa fora de casa".

Pinto da Costa garante até que sente algum prazer na indiferença com que tratam o FC Porto. "Dá-nos imenso gozo que elevem os nossos adversários e que ignorem os nossos feitos. É muito mais importante a Imprensa estrangeira relevar o que fazemos, como aconteceu na semana passada, quando esteve cá a principal estação televisiva do Japão a fazer um programa sobre o facto de termos 30 jogos do campeonato sem perder".

Pinto da Costa não quer, por enquanto, falar em festejar mais um campeonato, o 24º título da história e o 17º desde que é presidente. "O que espero é continuar a ganhar categoricamente, como em Olhão. Felizmente, nenhuma das nossas vitórias foi alcançada com um golo fora-de-jogo e com a mão, são todas com os pés e com a cabeça". De resto, o presidente portista não tem dúvidas que a vitória no Algare terá constituído mais uma tristeza para a concorrência. "É natural que os clubes que beneficiariam do nosso desaire sintam tristeza, mas o que me dá gozo é o desgosto que damos a determinada Comunicação Social".


Melo Rosa n' O Jogo

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