sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Capas de 14 de Novembro de 2008

A outra face

Pelos vistos, o Vitória de Guimarães queria que o FC Porto cedesse bilhetes para o jogo do próximo fim-de-semana a preços mais baixos, repetindo o protocolo estabelecido entre os dois clubes na última temporada. Ora, este é o mesmo Vitória de Guimarães que tentou afastar o FC Porto da Liga dos Campeões durante o Verão pela via administrativa. Uma iniciativa que, a ser bem-sucedida, teria lesado os portistas em vários milhões de euros e que, mesmo redundando em fracasso, prejudicou gravemente a imagem do FC Porto e forçou os tricampeões nacionais a mobilizarem recursos significativos na defesa das suas pretensões junto do Tribunal Arbitral do Desporto. Percebe-se que o Vitória de Guimarães tenha feito e continue a fazer tudo na defesa dos seus interesses financeiros e desportivos. O que não se percebe tão bem é que espere que o FC Porto tenha a grandeza bíblica de lhe oferecer a outra face mantendo um relacionamento normal com um clube que tão clara e abertamente o tentou prejudicar. Aliás, não tenho muitas dúvidas em afirmar que os adeptos do FC Porto não perdoariam, à Direcção portista, uma posição diferente.

Jorge Maia n' O Jogo

Ninguém de boa-fé pode dizer que fomos beneficiados em Alvalade

A arbitragem, nomeadamente a de Bruno Paixão em Alvalade, foi o tema forte da conferência de ontem de Jesualdo Ferreira, que voltou a criticar fortemente as entidades reguladoras do futebol português.

Que opinião tem sobre a polémica criada após a arbitragem de Alvalade?

Conhecem as minhas declarações no final do jogo e deixo uma pergunta para quem quiser responder: haverá alguém de boa-fé que consiga dizer que o FC Porto foi beneficiado no jogo com o Sporting?

Mas qual é a sua resposta para essa pergunta?

Já sabem qual é… Já falei sobre o assunto. No entanto, vi as análises que foram feitas depois do encontro e parece que algumas pessoas viram outro jogo. Estive em Alvalade, vi aquele jogo, mas algumas pessoas devem ter estado noutro sítio qualquer. E já agora podia deixar outra pergunta sobre a nota do árbitro, até porque agora temos um problema no país por causa das avaliações... A questão das avaliações é muito importante, porque promovem o desenvolvimento. Isto é: serve para eliminar os incompetentes e valorizar os competentes. E quando se trata de avaliar profissionais, é importante que a pessoa que avalia também tenha competência para o fazer. Ao longo destes anos, tenho lido alguns relatórios de observadores, e eu, tal como muitas pessoas, ficam incrédulas com o que vêem e não acreditam minimamente naquilo. O problema é que depois continua tudo igual. Quem comanda o futebol, a estrutura que está no topo, não pode permitir que estas situações se repitam.

Mas que nota daria ao trabalho de Bruno Paixão em Alvalade?

Não dou notas, porque não tenho competência para o fazer. Aquilo que vi foi uma arbitragem difícil, num jogo intenso e difícil, que obrigaria o árbitro a assumir uma posição forte e a tomar decisões que exigiam competência e coragem.

Disse, antes do jogo, que o Bruno Paixão era uma árbitro competente. Está arrependido de ter proferido essas declarações?

Como sabem, nunca fiz juízos de valor por antecipação. A única coisa que disse antes do jogo foi que queria uma equipa de arbitragem competente e com coragem, porque para aquilo é preciso ter coragem. Disse no fim do jogo e repito: para se fazer carreira como árbitro profissional é preciso ter coragem, é preciso tomar decisões. Dar palpites e falar é fácil, mas decidir não o é. Por isso é que se tem de ser competente e ter coragem. Muitas vezes existe competência, mas não existe essa tal coragem. Logo há um desvio de comportamento. Sei que é muito difícil a tarefa de um árbitro - às vezes arbitro nos treinos e sei o que custa -, e nunca me viram, nem vão ver, a tomar uma atitude agressiva perante um árbitro. A questão fundamental, no meio disto tudo, passa por saber quem vai tomar conta disto e quem vai fazer o quê.

Nessa perspectiva, que análise faz das declarações do Paulo Bento no final do jogo?

Todas a gente sabe que tenho um carinho e uma estima pessoal e profissional muito grande pelo Paulo Bento e, se ele disse aquilo, de certeza que vai assumir a sua posição, porque é uma pessoa de coragem.

Jesualdo Ferreira n' O Jogo

A liberdade e a incomodidade

ONTEM, horas antes da Assembleia Geral da FCP-SAD, a Comissão de Vencimentos divulgou, no site oficial do clube, um comunicado em que se reclamava livre, isenta, desobrigada e autónoma e justificava os prémios que atribuíra aos administradores e que eram indexados aos resultados desportivos. Ora, sobre a matéria, limitara-me a dizer, na televisão, que não acreditava que Pinto da Costa pudesse aprovar tal medida porque, sendo um vencedor, nunca aceitaria um prémio de consolação.
Na Assembleia Geral de ontem, o Presidente do FC Porto anunciou que a Administração da SAD não aceitaria essa proposta da Comissão de Vencimentos. Ou seja, que não aceitaria receber um prémio por outro resultado que não fosse a vitória. Não me desiludiu, pois.

Mas, depois, mereci a sua atenção, quando entendeu falar de vozes dissonantes. Citou-me, então, entre aqueles que manifestam discordâncias publicamente, em vez de o fazerem nas AG. Ora, não será certamente por questões de privacidade, porque tudo o que nelas se passa é do conhecimento público. Tal como é o que digo na televisão ou aqui escrevo.

Seja onde for, e sempre que critico, entre o muito que louvo e aplaudo, faço-o com consciência e em consciência. Não me escondo no boato, na maledicência, na crítica anónima. Não tenho vícios de cortesão, até porque não frequento a corte.

Pinto da Costa não se deve deixar afligir. Se houvesse um inimigo interno, e escrevo no condicional porque não creio que exista, então recomendar-lhe-ia que, na hora de o procurar, não se esquecesse de Churchill. O que existe, é gente que se preocupa com os destinos do clube. Gente como Sousa Tavares, Álvaro Magalhães e eu que, parafraseando a Comissão de Vencimentos de quem o Presidente também discorda, é livre, isenta, desobrigada e autónoma.

Rui Moreira n' A Bola.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Convocados

Carlos Queirós convocou para o particular com o Brasil, a 19, Bruno Alves, Raúl Meireles e Rolando.

Taça da Liga - sorteio

Grupo A

F.C. Porto, V. Setúbal, Nacional e Académica.

Jogos:
F.C. Porto-V. Setúbal
Académica-Nacional

Capas de 13 de Novembro de 2008

Factos invísiveis

A desastrada actuação de Bruno Paixão e a sucessão de lances mais ou menos polémicos que o árbitro de Setúbal teve o condão de ajuizar quase sempre mal acabaram de relativizar muito do que se foi passando durante o último Sporting-FC Porto. Ontem, Fucile recordou que apenas por sorte não lhe partiram os dentes e sempre se pode acrescentar que não foi por falta de tentativas. Pelo menos Liedson e Postiga fizeram o gosto ao cotovelo ainda durante a primeira parte do encontro. Aliás, já no segundo tempo, Liedson teve uma entrada perigosa sobre Bruno Alves, também ela dissolvida no chorrilho de asneiras que Bruno Paixão cometeu e que só os autistas responsáveis pela arbitragem portuguesa fingem não terem existido, como se a arbitragem fosse uma ciência oculta, impenetrável e cujos segredos apenas se revelam aos respectivos sacerdotes. Ainda assim, e voltando ao tema inicial, sempre gostava de ver que pelotões de linchamento não se teriam reunido se tivesse sido Bruno Alves o protagonista de lances semelhantes aos assinados por Liedson. Sou um tipo curioso, sei lá.

Jorge Maia n' O Jogo

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Capas de 11 de Novembro de 2008

Lucros e prejuízos de Paixão

A arbitragem de Bruno Paixão em Alvalade fez-me recuar uns anos no tempo: já não me lembrava de ver tanta asneira junta desde que corrigia testes dos alunos do básico. Foi um fartote de disparates, a torto e a direito; contra Sporting e FC Porto. Em parte, e ironicamente, é a quantidade que salva Paixão. São tantas, mas tantas, as decisões erradas - para os dois lados, repito - que ninguém consegue isolar só uma e fazer dela ponto determinante. Ou melhor: Paulo Bento e os jogadores do Sporting conseguiram. Pelo que li, viram nos erros que os prejudicaram uma gravidade que ignoraram nos lances de que beneficiaram. Não sou um ás na matemática, mas ainda sei somar parcelas e não me parece que, na contagem final, haja motivo para essa reacção tão dramática. A menos que a equação seja outra, numa lógica matemática mais apurada: a de tentar que o prejuízo venha a ser diluído em futuras "prestações". Será?

Hugo Sousa n' O Jogo.

130 minutos de intensa Paixão

MINUTO ZERO: Sporting e FC Porto vinham ambos moralizados da jornada europeia para enfrentar este jogo da Taça. O Sporting, porque pela primeira vez atingira os oitavos-de-final da Champions, garantindo tal a dois jogos do fim da poule, não desperdiçando a oportunidade de tirar partido de um grupo anormalmente acessível. O FC Porto, porque arrancara a ferros e com muito brio a vitória necessária em Kiev (perdoem-me a imodéstia: como eu aqui antecipei) — com isso reentrando na disputa por um lugar nos oitavos da Champions.
Mas, à partida, as vantagens para este jogo estavam todas do lado do Sporting. Primeiro, porque jogava em casa, com o apoio largamente maioritário do público; depois, porque o seu jogo europeu a meio da semana, com o 8.º classificado do campeonato da Ucrânia e em casa, fora bem mais fácil que o jogo do FC Porto, fora, com o líder do mesmo campeonato; em terceiro lugar, porque, tendo jogado em casa, poupara-se, ao contrário do seu adversário, a uma viagem desgastante aos confins da Europa; e, finalmente, porque gozara de um dia de descanso a mais que os portistas.

Como se isto não fosse suficiente, nomearam para este jogo um dos dois árbitros que historicamente mais embirra com o FC Porto. Como não podia ser o Lucílio Baptista (que já fora o escolhido para o Sporting-FC Porto do campeonato), avançou então Bruno Paixão — que, como seria de esperar (já lá vamos), tudo fez para que o FC Porto não saísse vencedor de Alvalade.

MINUTO 1 — Mais uma vez, Jesualdo Ferreira mudou a equipa e mais uma vez houve castigados: depois de Benítez, Lino, Stepanov, Guarín, Fernando, Pelé, Pedro Emanuel, Mariano, Hulk, Farías, Helton, Nuno, Tarik e Tomás Costa, tocou a sorte agora a Sapunaru e Cristián Rodríguez. Não que não tenha tido sempre ou quase sempre razão para os castigos, mas o que isso mostra é que Jesualdo já não sabe o que há-de tentar com um plantel onde são raros os que dão garantias para todos os jogos. Enfim, pela primeira vez, Hulk teve o privilégio de jogar o jogo todo — e viria a ser um dos melhores, se não o melhor do FC Porto. E lá voltou o Mariano — que, como sempre, infalivelmente, se encarregou de mostrar que a indulgência de que goza junto do treinador já ultrapassou a fase do mistério, para se transformar numa obsessão masoquista. Durante 45 minutos, Jesualdo optou por fazer o FC Porto jogar com 10, e depois veio queixar-se da primeira parte falhada pela equipa...

MINUTO 7 — Está em curso uma impudica campanha da imprensa e adeptos rivais contra Bruno Alves, acusado de só jogar com os cotovelos. É uma acusação rotineira, que todos os anos toma como alvo um jogador do FC Porto: Deco foi a vítima durante dois anos, depois seguiu-se Ricardo Quaresma e agora é a vez de Bruno Alves. Não por acaso, os alvos escolhidos são sempre grandes jogadores e determinantes no FC Porto. Todavia, ao minuto 7 foi Liedson quem enfiou uma cotovelada descarada na cara de Fucile: Bruno Paixão viu, tanto que assinalou a falta, mas cartão nem vê-lo.

MINUTO 27 — Com um pontapé para trás, Fernando isola Liedson. E, claro, o melhor avançado do campeonato bate tranquilamente e com classe Pedro Emanuel e Helton.

MINUTO 30 — Bruno Alves segura a gola da camisola de Liedson e o levezinho rebola-se de dores, gritando agarrado à cara. Amarelo para Bruno Alves, delírio em Alvalade.

MINUTO 43 — Azar de Fucile: desta vez é Postiga (incansável à procura de sarilhos desde o início) quem lhe prega outra valente cotovelada. Bruno Paixão, a dois passos, voltou a ver e a marcar a falta— e mais nada.

MINUTO 46 — Rochemback comete falta a meio-campo sobre Lucho e desaba no relvado, quase ferido de morte: cartão amarelo a Lucho. Nesta altura, a contabilidade da TVI assinalava: seis faltas cometidas pelo FC Porto e três amarelos; 16 faltas cometidas pelo Sporting e zero amarelos. A partir daí, e julgando os jogadores do Sporting que tudo lhes seria consentido, o árbitro foi forçado a tornar-se quase equitativo no dilúvio de amarelos que iria distribuir até final.

MINUTO 52 — Contrariando as doutas opiniões do relator/comentador da TVI, o Hulk, que ele insistia em que Jesualdo fizesse sair, pegou na bola à saída da sua área e foi por ali fora até fuzilar Rui Patrício: 1-1.

MINUTO 61 — Hulk arranca outra vez, deixando Polga em pânico; na hora do remate fatal, dentro da área, cai, embrulhado com Polga, e pede penalty. As opiniões dividem-se; a minha, mesmo após as repetições, é que tanto pode ter sido como não.

MINUTO 66 — Agora, sim, não fiquei com dúvidas: Hulk persegue uma bola longa, dentro da área do Sporting, juntamente com Caneira; Rui Patrício sai da baliza e enfia um descarado empurrão nas costas a Hulk, derrubando-o e impedindo-o de disputar a jogada: é penalty, em qualquer lado do mundo, mas não em Alvalade. Na sequência, Caneira cai sobre Hulk, levanta-se e encosta-lhe a testa, ficando ambos a fazer votos de eterna amizade. Bruno Paixão vê aí uma excelente oportunidade para mostrar um amarelo a Hulk, que estava a ser o perigo em campo, disfarçando com uma decisão salomónica. Mas esqueceu-se que Caneira já tinha um amarelo e caiu das nuvens quando o auxiliar o avisou que era o segundo. Durante alguns minutos viveu-se um fenómeno extraordinário nos Sporting-FC Porto: o Sporting jogou em inferioridade numérica, por razões disciplinares. Até final, porém, Paixão iria encarregar-se de corrigir a anomalia e repor a normalidade da superioridade numérica do Sporting.

MINUTO 82 — Jesualdo Ferreira comete um erro crasso. Era fácil de prever que, na primeira oportunidade, Bruno Paixão expulsaria alguém do FC Porto e Pedro Emanuel — que, como sempre, já tinha um amarelo — era o candidato óbvio. Deixando-o em campo, Jesualdo expôs-se a isto: Pedro Emanuel não se conteve numa entrada perigosa sobre Moutinho, embora, de facto, não o tenha atingido, mas tenha permitido a simulação da falta ao 10 do Sporting. Seguiram-se breves e dramáticos momentos de superior representação teatral de Moutinho, até confirmar, pelo canto do olho e enquanto se contorcia no chão em gritos lancinantes, que, sim, Pedro Emanuel ia para a rua.

MINUTO 87 — Rui Patrício sobre Hulk mostra como se faz: o incrível levantou do chão como se tivesse sido arrancado por uma ceifeira debulhadora.

MINUTO 88 — Izmailov cruza rente ao chão e Rolando, que tinha escorregado e estava deitado, nem sequer vê a bola que lhe acerta no braço caído, sem fazer qualquer gesto para tal nem o podendo fazer desaparecer. Penalty!, grita Alvalade e a TVI («Matreiramente, ficou lá o bracinho», explicou o dito relator/comentador, e eu recebo a terceira chamada de amigos portistas, revoltados com os seus comentários).

MINUTO 105 — Choque entre Bruno Alves e Abel dentro da área do FC Porto ou, na versão sportinguista, obstrução de Bruno Alves. Penalty!, voltam a gritar. Mas, ainda que fosse obstrução, seria só livre indirecto e penalty é livre directo. Pormenor.

MINUTO 110 — Canto contra o Sporting, bola no ar e Rochemback a afastar com o braço Rolando no momento do salto, de forma ostensiva e nas barbas do árbitro. Falta contra o FC Porto, decide Bruno Paixão. Sábia decisão. E aí vão pelo menos dois penalties a favor do FC Porto que não ocorreram a Bruno Paixão.

MINUTO 111 — Hulk, outra vez, entra na área em velocidade, adianta a Rui Patrício e atira-se para o chão. Segundo amarelo e este, sim, justo. Reposta a normalidade numérica a favor do Sporting e Rui Patrício cheio de sorte.

MINUTO 121 — Na hora de se avançar para o desempate por penalties, o speaker de Alvalade não se cansa de incentivar os leões e grita «Sporting!, Sporting!». E pode, num campo oficialmente neutro? Infelizmente, daí a pouco chegaria a vez de a claque do FC Porto borrar também a pintura, insultando João Moutinho, vá-se lá saber porquê.

MINUTO 130 — Finalmente, o FC Porto ficou a dever em parte uma vitória a Helton. Três grandes defesas durante os 120 minutos e dois penalties defendidos. Neste caso, o castigo foi verdadeiramente redentor, funcionando como um utilíssimo banho de humildade. Parabéns a Helton — até porque, dos seis penalties cobrados pelos portistas, só dois foram bem marcados.

E foi assim que um portista viu o jogo. Com revoltada Paixão. Mas, mesmo assim, espera-se um comunicado da direcção do Sporting a queixar-se de pouca Paixão.

N' A Bola

sábado, 8 de novembro de 2008

Hóquei em Patins - Porto empata

FCPorto 1 - Porto Santo 1.

Classificação:
1. J. Viana, 8 jogos/19 pontos
2. FC Porto, 8/18
3. Oliveirense, 7/17
4. Benfica, 8/13
5. HC Braga, 7/11
6. Nortecoope, 7/11
7. Porto Santo, 8/11
8. Gulpilhares, 8/9
9. Ac. Cambra, 8/8
10. O. Barcelos, 7/8
11. AD Oeiras, 8/7
12. Valongo, 7/6
13. Candelária, 7/6
14. Carvalhos, 8/1

Basquetebol - Porto vence

Ovarense 67 - FC Porto 73.

Capas de 8 de Novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Capas de 7 de Novembro de 2008

Dois pesos e duas medidas

Se há alguma coisa que os últimos dias tornaram particularmente evidente foi a existência de dois pesos e duas medidas para avaliar o comportamento das equipas portuguesas na Europa. O mesmíssimo apuramento para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões que o Sporting reclama como histórico e excepcional, o mesmo apuramento que serve para caucionar todo o projecto desportivo e financeiro do clube de Alvalade, esse apuramento milionário, não passa de uma banalidade recorrente para o FC Porto. Uma espécie de rendimento mínimo garantido que só merece honras de primeira página e o estatuto de histórico se não for atingido. E é por isso que, se Paulo Bento tem legitimidade para considerar que o tratamento dispensado ao Sporting por alguma Imprensa tem sido asqueroso, é preciso alguma imaginação e um curso intensivo de caserna para adivinhar que adjectivos utilizaria Jesualdo Ferreira para descrever o tratamento que tem sido dispensado ao FC Porto.

Jorge Maia n' O Jogo

Chegou o que faltava

EM Kiev, apareceu o Porto que faltava. E, se a sorte sorriu na segunda parte, também é verdade que ela começou por ser madrasta. Com o remate de Meireles ao poste e o golo dos ucranianos a frio e na primeira tentativa, parecia que estávamos mais uma vez condenados ao sofrimento das últimas semanas.
O FC Porto acabou por ganhar, e bem, sem jogar muito bem. Teve dificuldades e momentos de desconcentração. Helton não teve culpas no golo sofrido, Pedro Emanuel esforçou-se para cumprir uma missão ingrata, mas a defesa oscilou. Lucho marcou um excelente golo, a passe do inevitável Lisando, mas não está em forma, o que condiciona a equipa.

Felizmente, as substituições saíram bem a Jesualdo. Pelé entrou bem no jogo, empurrando Fernando para lateral, sem qualquer prejuízo pois este esteve melhor do que Sapunaru. Também Hulk voltou a estar bem. Pena é que nem sempre combine o seu jogo com os companheiros, uma vez por culpa própria, outra vez porque não lhe passam a bola. Apesar disso, é uma força da natureza, com enorme margem de progressão.

Mas, se houve um jogador que encheu o campo e mereceu esta vitória, esse foi, a meu ver, Raul Meireles. Foi ele quem dominou os espaços a meio-campo, quem tentou desequilibrar, quem cortou jogadas perigosas dos ucranianos e marcou o ritmo quando a equipa tinha a posse de bola. Foi sempre a imagem do inconformismo, e fez uma prestação «à Porto», até mesmo nos momentos em que a equipa oscilava.

Reinaldo Teles mereceu que lhe dedicassem esta vitória. Espero que esta alegria lhe dê força e ânimo para vencer a sua batalha…

Agora, a Liga dos Campeões volta a estar em aberto. Se pontuarmos em Istambul, dificilmente ficaremos fora da fase seguinte. Mas, é já no domingo que temos um novo e decisivo confronto…

Rui Moreira n' A Bola

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Dínamo de Kiev 1 - FCPorto 2

Hóquei em Patins - Porto vence

FCPorto 7 - Candelária 2.

Classificação:
1. FC Porto 7 jogos/17 pontos
2. Oliveirense 6/14
3. J. Viana 6/13
4. Nortecoope 6/11
5. HC Braga 6/8
6. O. Barcelos 6/8
7. Cambra 6/8
8. Benfica 6/7
9. Porto Santo 6/7
10. Candelária 5/6
11. Gulpilhares 6/6
12. Oeiras 6/4
13. Valongo 5/3
14. Carvalhos 6/1

Capas de 5 de Novembro de 2008

Regresso ao passado

Há uma espécie de necessidade catártica ancestral e comum a quase todos os adeptos de futebol que exige o sacrifício de um bode expiatório quando as coisas correm mal. Por motivos óbvios, o treinador é quase sempre a escolha mais natural para a imolação, embora em muitos casos sirva fundamentalmente para expiar pecados alheios. O mau momento que o FC Porto atravessa agora não é diferente dos bons momentos que atravessou nas últimas épocas: tem vários responsáveis. Os dirigentes e as suas escolhas, os jogadores e as respectivas exibições e o treinador e as suas opções. Da mesma forma, a inversão do actual momento depende de todos. Das escolhas que os dirigentes façam nos próximos tempos, do rendimento dos jogadores, em particular nos jogos de hoje e de domingo, e das opções de Jesualdo Ferreira. Talvez para o treinador tudo seja um pouco mais urgente, mas depois de dois títulos consecutivos de campeão, Jesualdo Ferreira não tem muito mais a provar. De resto, este mesmo plantel e este mesmo treinador já empataram com o Benfica na Luz e já venceram com o Sporting em Alvalade. Porque não hão-de voltar a fazê-lo em Kiev ou seja onde for?

Jorge Maia n' O Jogo

Temos as condições para ganhar

Conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira n' O Jogo

O treinador do FC Porto continua convicto e decidido em levar adiante o desafio de fazer crescer a sua equipa. O jogo com o Dínamo de Kiev é o que se segue e a vontade de vencer é a de sempre. Indiferente às críticas, Jesualdo Ferreira voltou a sublinhar que vai manter a fé nos seus processos e mostrou-se seguro de que dentro de pouco tempo os seus jogadores serão capazes de mostrar resultados práticos.

No final do jogo com o Dínamo, no Dragão, disse que era impreterível pontuar em Kiev, isso passa pela vitória para seguir para a próxima fase?

Faltam três jogos para terminar esta fase de apuramento. Estão nove pontos em jogo, nós temos três e o Dínamo de Kiev cinco, mas as contas terão de ser feitas depois do jogo. A nossa disposição é a de vir aqui discutir o jogo e o resultado. Acho que temos condições para o fazer e independentemente do resultado negativo que tivemos no dragão, temos todas as condições para ganhar.

Qual é o estado de espírito da equipa?

A equipa está consciente da importância deste jogo, conheço muito bem os jogadores e isso é um primeiro ponto para que possamos fazer um bom jogo. Os níveis de concentração elevados provocam sempre reacções positivas e há um conjunto de factores favoráveis. A forma de ultrapassar esta infelicidade dos últimos jogos passa por trabalhar como equipa e colocarmos em campo os nossos processos. Não podemos chegar aqui amanhã e inventarmos. Temos de fazer aquilo que sabemos.

Depois do que disse, há alguma forma de um treinador se sentir mais forte depois de três jogos negativos? Tem perdido horas de sono?

Só temos de ganhar o próximo. É evidente que não me tenho sentido bem. Já disse várias vezes neste últimos anos que convivo mal com o empate e convivendo mal com o empate não convivo seguramente bem com a derrota. Mas só conheço uma forma de ultrapassar essas situações menos boas, que é trabalhar. Os jogadores perceberam isso há muito tempo e embora não me sinta bem, em nenhum momento entrei em depressão quando as coisas não me correm bem, da mesma maneira que nunca me viram aos saltos tendo ganho e ganhamos muitas vezes.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Capas de 4 de Novembro de 2008


Treinadores e treinadores de bancada

As maiorias são coisas muito instáveis e por isso mesmo perigosas. Jesus, por exemplo, foi crucificado em vez de Barrabás por decisão da maioria. Ora, há coisa de um mês, na sequência da derrota frente ao Arsenal, promovemos um inquérito online a propósito da titularidade da baliza do FC Porto no clássico com o Sporting e as respostas foram esclarecedoras: Nuno recebia 53 por cento dos votos, Helton recolheu apenas 28 por cento das preferências e Ventura ficou-se com apenas 19 por cento dos votos. Ontem, um mês e três derrotas mais tarde, voltámos a perguntar quem deveria ser o eleito de Jesualdo Ferreira para a baliza do FC Porto. Mais de 70 por cento dos votantes querem Helton de volta à baliza e apenas 30 defendem a continuidade de Nuno. Imagino que muitos dos que ontem votaram em Helton tenham preferido Nuno na votação anterior. Aliás, pode muito bem acontecer que mudem de opinião num par de semanas e, se os maus resultados continuarem, não faltará até quem considere Ventura a escolha acertada para a baliza. Jesualdo Ferreira, contudo, não pode mudar de opinião de cada vez que as coisas correm mal. O FC Porto precisa de um rumo e de uma identidade definida. Urgentemente.

Jorge Maia n' O Jogo

Da vergonha...

AO olhar para o rosto de Jesualdo Ferreira pintado de cinzento pálido lembrei-me de desabafo de Alex Ferguson depois do Manchester United perder por 1-5 com o Manchester City, em 1989:
– Sinto que traí quem me vira envergonhado a cara, vejo-me espécie de criminoso a quem só apetece fugir. Mas daqui a três anos, continuarei por cá – e muito bem-sucedido...

Não sei o que JF sentiu na Figueira mas sei que se não for capaz de colocar o passado no futuro do FC Porto, se perder agora em Kiev e domingo em Alvalade – de nada lhe servirá acolher-se à sombra da tirada filosófica do esfíngico alemão que disse

— Primeiro não tivemos sorte e depois ainda tivemos azar...

ou queixar-se de golos sofridos que não lembram ao diabo, de bolas que, em demasia, esbarram, caprichosas, em postes e barras. Acho que sim, que ainda pode dar a volta ao destino como Ferguson: se deixar de insistir em mudar o jogo e a equipa com base na bola e na táctica, o que tem feito sem préstimo – e conseguir mudar o jogo e a equipa com base no homem e na sua esperteza. Para fazê-lo tem uma hipótese: levar para o balneário a história de Helénio Herrera, que, nos anos 60, ganhou tudo o que tinha a ganhar com o famoso truque da alma: obrigava os seus jogadores a jurarem uns aos outros:

– Eu confio em ti e tu confias em mim...

e a cumprirem, sagrados, a jura em campo. Admito que neste deprimente FC Porto haja o empenhamento que JF garante que há, mas se há é o empenhamento que se alimenta do desespero e do medo do abismo, por isso vão, inútil. E falta classe, inteligência, talento, carácter – e também espírito de equipa, lógica de grupo, malha de solidariedade. E sobram birras, egos e umbigos. Coisas que se o treinador não resolve de uma penada – perde a cabeça e o emprego. Sobretudo num clube em que quem manda recebe bónus de 2,2 milhões pelo primeiro lugar e nada pelo quarto ou quinto...

António Simões n' A Bola

Amanhã ganhamos

1 - Se bem conheço o espírito de equipa do FC Porto (ou melhor, o que ali resta daquele espírito de campeões que tantas alegrias nos deu em anos recentes), eu sou capaz de apostar que amanhã em Kiev o FC Porto vai ganhar ou, pelo menos, tudo fazer por isso. Quando li que o Bruno Alves se tinha dirigido aos adeptos no final do jogo na Figueira da Foz, pedindo o seu apoio e a sua compreensão neste momento de tanta frustração e descrença, percebi que o espírito do Dragão ainda não está morto naquele balneário. É verdade que o Bruno Alves é um dos últimos que restam para passar de mão em mão o testemunho dessa atitude que foi o que, mais do que tudo, fez do FC Porto uma equipa ganhadora — perante o desespero e a incompreensão dos seus rivais. Mas, pelo menos, ele e poucos outros ainda lá moram e nós sabemos que esses não são de reclamarem prémios e darem-se por felizes com terceiros lugares. Por isso, eu mantenho a fé e a esperança, sabendo que, apesar das evidentes limitações da equipa, que estão à vista de todos e sobre as quais muito escrevi já e tudo mantenho, são exageradas as notícias sobre a morte irremediável do FC Porto. Mesmo deste FC Porto.
E até concordo com Jesualdo Ferreira, quando ele fala no empenho dos jogadores e na falta de sorte. Quanto ao empenho, de facto, não tenho visto ali ninguém parado, sem correr nem lutar, ninguém conformado com a nova lei das derrotas em série. Empenho não tem faltado a ninguém; o que falta, e gritantemente, é talento e classe. Por isso, bem pode Pinto da Costa fazer as suas tradicionais visitas aos treinos ou ao balneário, na sequência das derrotas; a questão não é amedrontar os jogadores ou puxar-lhes pelo brio; é conseguir tornar jogadores banais em jogadores ao nível de uma Champions — e isso não é culpa deles, mas justamente da política de contratações de Pinto da Costa.

Quanto à sorte, ou à falta dela, também me parece que tem sido evidente e, às vezes, sabe-se como isso faz toda a diferença. Vi, por exemplo, o Benfica sofrer a bom sofrer em Matosinhos e sair de lá com um empate tão feliz quanto injustificado; vi-o sofrer a bom sofrer para derrotar a Naval em casa, conseguindo-o a três minutos do fim e, com isso, logo despertando hinos e loas de toda a parte. E anteontem vi-o, com um a menos é certo, enfiar o autocarro diante da baliza durante toda a segunda parte e assim sair com uma feliz vitória em Guimarães. É verdade que foi melhor na primeira parte, que marcou um golo belíssimo e que tem gente com talento e até sobejante. Mas a segunda parte que fez, contra um Vitória também banal e impotente, mais parecia de quem luta por não descer de divisão do que por ser campeão. Durante 45 minutos, o Benfica renunciou a qualquer tentative sequer de contra-ataque e acantonou nove jogadores dentro da area a jogarem de pontapé para a frente e para onde estavam virados; bastaria que a sorte lhe tivesse virado costas um instante e a vitória ter-lhe-ia escapado. Mas, afinal, li que o Benfica tinha feito uma extraordinária demonstração de espírito vencedor e de «capacidade de sofrimento». Pois, talvez, mas uma bola que bate na trave e não entra afinal pode traçar a fronteira entre o espírito vencedor e o espírito perdedor. Sobretudo, quando se deseja tanto a vitória de um e a derrota de outro. Tivesse o FC Porto ganho na Figueira com um golo tão absurdo como o da Naval e jogado o resto do tempo como o Benfica jogou em Guimarães e ter-se-ia escrito que a vitória se devera apenas a sorte.

Manda, todavia, a verdade que diga que há uma diferença, esta época, entre Benfica e FC Porto, e não pequena: o Benfica tem no ataque jogadores desequilibradores, capazes de resolver um jogo complicado num rasgo de talento: Reyes, Aimar, Suazo, Cardozo, às vezes Di María. O FC Porto só tem dois: Lucho e Lisandro e uma promessa chamada Hulk, que Jesualdo não está a conseguir integrar e aproveitar da melhor maneira. Como aqui escrevi há dias (e como escrevi antes, perspectivando o pós-Quaresma) a capacidade desequilibradora ofensiva deste FC Porto versão 2008/09, resume-se à inspiração coincidente de Lucho e Licha. Se ambos estiverem em dia-sim, há uma hipótese; se um deles, ou ambos, estiverem em dia-não, o FC Porto é uma equipa pouco menos que banal.

A chave do jogo de amanhã em Kiev passa pela prestação destes dois jogadores. É preciso que Lucho deixe o seu futebol à solta, esquecendo tudo o resto que eventualmente o tem trazido «fora de jogo». E é preciso que Lisandro — a quem nunca falta o prazer e a gana de jogar — acabe também ele com a sua falta de sorte e começe a acertar na baliza (mesmo em Londres, no descalabro contra o Arsenal, ele teve nos pés e desperdiçou uma oportunidade imperdível de pôr o FC Porto à frente no marcador). E, já agora, para ganhar em Kiev, vai ser preciso uma outra coisa, pelo menos: que, seja quem for que vá para a baliza — Helton, Nunno (ou Ventura…) — não aconteça a fatalidade, já banalidade, de oferecer um golo ao adversário…

2 - Não há como fugir à questão: a dos prémios dos administradores da SAD do FC Porto. Como disse o Dr. Pôncio Monteiro, prémios aos administradores das sociedades, em função dos resultados, são normais. Pois são: até, acrescento eu, na origem da crise financeira e económica mundial que actualmente se atravessa está exactamente a filosofia de prémios aos adminstradores das grandes financeiras americanas, convidando-os a obterem resultados a qualquer preço. Todavia, há diferenças substanciais, como o Dr. Pôncio Monteiro, apesar de toda a sua boa-vontade, não ignorará.

Em primeiro lugar, sendo a SAD do FC Porto uma sociedade anónima, isso significa que tem accionistas, e não há memória de sociedade alguma distribuir prémios pelos administradores sem distribuir dividendos pelos accionistas. E, como é sabido, jamais a SAD do FC Porto, ou qualquer outra de clube português, distribuíu ou distribuirá um euro que seja de dividendos. Pelo que a mim me parece imoral que administradores, que já são pagos milionariamente, como é o caso, ainda se atribuam prémios por resultados a que os accionistas são absolutamente alheios. Entendam-me: eu não sou contra a remuneração de dirigentes de clube. Sei que há muitos — a grande maioria, aqui e lá fora — que não são pagos. Mas, se o negócio é profissional, como hoje é, se é necessário abdicar de quase tudo para administrar um clube de topo, acho que a carolice é muito bonita, mas não é exigível a ninguém. Só que uma coisa são ordenados, ainda que milionários, outra coisa é acrescentar-lhes alcavalas sem justificação alguma.

Em segundo lugar, eu não entendo a lógica e a legitimidade de os administradores da SAD do FC Porto receberem prémos pelos resultados financeiros, quando eles são positivos, e não serem penalizados quando eles são negativos — o que acontece quase sempre. Foi assim no ano em que o FC Porto foi campeão europeu, em 2004, quando aos milhões da Champions se vieram juntar os milhões do início do desmantelamento da equipa campeã europeia. Nesse ano, os administradores da SAD tiveram direito a prémio por resultados financeiros positivos (ou seja, tiveram direito a prémio por terem vendido o Paulo Ferreira, o Ricardo Carvalho, o Deco, o Alenitchev, o Costinha, o Derlei, o Maniche, o Carlos Alberto). Pior ainda é pensar que, mesmo com um défice acumulado de dezenas de milhões, os administradores recebem prémios como se não houvesse passivo para liquidar no futuro.

Em terceiro lugar (e isto sim, é verdadeiramente de estarrecer), foi ficar-se a saber que os administardores também têm direito a prémio pelos resultados desportivos! Duvido que haja um só clube no mundo onde isto aconteça também. Eu julgava que os administardores respondiam pelos resultados da gestão e os jogadores e os treinadores pelos resultados desportivos. Mas não, ali são originais. Só não se percebe é a razão pela qual, se os administradores são premiados (e sumptuosamente!) quando a equipa é campeã ou quando vai à Champions, porque não hão-de os jogadores ser premiados também duas vezes: quando ganham em campo e quando a SAD dá lucro?

Enfim, cereja no topo do bolo: e se os jogadores do FC Porto fossem premiados por ficarem em terceiro lugar no campeonato ou conseguirem ir à Taça UEFA? Quem os convenceria amanhã a deixarem a pele em campo para vencer em Kiev?

Miguel Sousa Tavares n' A Bola