domingo, 24 de maio de 2009

Golos de hoje



Andebol - Porto vence

3.º jogo dos play-off: FCPorto 33 - Benfica 26.

A festa sai à rua

Liga Sagres - classificação

PORTO TETRA-CAMPEÃO

FCPorto 1 - Braga 1.

Dragão 24-05-09






Fotos de Tiago Soares (ao vivo, no Dragão)




Capas de 24 de Maio de 2009


Hóquei em Patins - Porto vence

1.º jogo dos play-off: FCPorto 5 - Juventude de Viana 2.

sábado, 23 de maio de 2009

Capas de 23 de Maio de 2009


A festa regressa aos Aliados

A festa do título, marcada para domingo, inclui uma passagem oficial pela Baixa do Porto, o que não acontecia há alguns anos. A relação tensa com Rui Rio, presidente da Câmara, desviou as comemorações para a Alameda do Dragão, mas, desta vez, a "Via Tetra" - assim se chama a iniciativa - passa mesmo pela Avenida dos Aliados. Aliás, domingo promete ser um dia longo na festa do tetracampeonato. O jogo com o Braga está marcado para as 19 horas, mas o mais provável é que a agitação comece umas horas antes, junto ao estádio. A lotação está esgotada e muitos dos que não conseguiram bilhete vão ter de aguardar até que os festejos transbordem do relvado para as ruas. Em princípio, sem a tradicional passagem pelo varandim do Dragão, ponto alto dos últimos três campeonatos.

Certo é que o desfile de campeões começará na Praça do Infante, junto ao Palácio da Bolsa. A caravana dos campeões prosseguirá depois pela Mouzinho da Silveira, passa pelos Lóios, avança pela Praça da Liberdade e sobe a Avenida dos Aliados, recuperando o cenário emblemático das conquistas portistas, mas sem a paragem oficial na Câmara. Apesar de nos últimos anos terem perdido alguma força como palco principal das comemorações, os Aliados continuaram a ser ponto de encontro obrigatório para muitos portistas. "Temos uma forte determinação no sentido de ganhar o jogo e queremos depois, com os nossos adeptos e com os portuenses, voltar a fazer, na Baixa do Porto, a festa do tetra, encerrando os festejos aí, porque temos um título importante para conquistar, a Taça de Portugal", comentou Jesualdo Ferreira.

Hugo Sousa n' O Jogo.

Glamour na Gala Azul

Dois dias antes do ponto final no campeonato, o FC Porto juntou à mesa, para o Jantar de Gala do Tetra, não só o plantel e a equipa técnica que o garantiram, mas também os presidentes dos clubes da primeira liga que o disputaram, à excepção do Benfica e Guimarães. O Sporting também foi convidado, mas Filipe Soares Franco comunicou a Pinto da Costa, a sua indisponibilidade. Nada que abalasse a boa disposição do presidente do FC Porto, expressa nas respostas aos jornalistas. "Se vamos aproveitar a presença de outros presidentes para falar de negócios? Claro, foi para isso que vieram. Aliás, na ementa, em vez de bacalhau e rosbife, vão estar os craques", disparou, garantindo desconhecer quaiquer negociações por Maicon. E continuou, aproveitando as deixas: "O Bruno Alves de saída? Não, está aqui na entrada. A saída é só depois das onze", sossegou, com um sorriso. Mais a sério, sempre foi dizendo que a festa era para os jogadores e técnicos, acrescentando que o evento era mais uma oportunidade para "festejar uma vitória importantíssima", desejando "que não seja a última da época". E sobre a Taça de Portugal, Pinto da Costa voltou a criticar as condições do Jamor. "O Estádio Nacional de Oeiras não tem condições para grandes jogos e a prova disso é que a Selecção Nacional nunca joga lá. Se acham que tem condições para final da Taça, também deveria ter para os jogos da Selecção que se realizam em Lisboa". Finalmente, voltou a garantir que não desfaz o tabu em torno de Jesualdo Ferreira. "Tem de continuar o mais possível para nos deixarem em paz com as outras questões", explicou.

No final da festa, já na fase dos discuros, Matos Fernandes, presidente da Assembleia Geral da SAD foi particularmente contundente, recordando que o título "foi importante não só por ter sido conseguido dentro das quatro linhas, com adversários que a souberam honrar, mas também fora dos relvados". "Tivemos de lutar contra inimigos dentro e fora das instituições desportivas. Quiseram decapitar-nos com uma caça miserável ao presidente Pinto da Costa", afirmou.

Jesualdo Ferreira foi menos polémico, mas igualmente entusiástico. "O presidente disse há dias que o segredo era escolher os melhores e eu sinto-me o melhor, os funcionários, os dirigentes e os jogadores também se sentem os melhores", frisou, antes de concluir, emocionado: "Não vou citar um poeta, vou citar um jogador do plantel que disse que este clube alimenta-se de vitórias. É isso, Fucile! Foi por isso que ganhámos!".

Hugo Sousa n' O Jogo.

Tnho pena que esta época acabe

Conferência de imprensa de Jesualdo Ferreira n' O Jogo:

O momento é de balanço da temporada e o que Jesualdo Ferreira faz é necessariamente positivo. O FC Porto foi campeão, ganhou uma mão-cheia de jogadores e reconstruiu uma equipa, tudo depois de um arranque complicado que o treinador do FC Porto não esquece. Como não esquece as críticas de que foi alvo nessa altura e que lhe proporcionam "um gozo especial" no momento de celebrar mais um título depois de ter sido dado como "morto". Entretanto, vai recordando que há mais dois jogos para ganhar: com o Paços de Ferreira na final da Taça de Portugal e com o Braga, no encerramento de uma época que, para ele, acaba demasiado depressa.

Considerando a realização da final da Taça de Portugal no próximo fim-de-semana, admite fazer gestão do plantel frente ao Braga?

O que vou fazer no próximo jogo não tem nada a ver com a final da Taça de Portugal, tem exclusivamente a ver com o Braga. A Taça é só no próximo fim-de-semana e até lá vamos ter mais uma semana para trabalhar. O jogo do Braga não se projecta na Taça de Portugal. É evidente que as estruturas e processos que a equipa tem mantido vão continuar e pode haver um ou outro jogador diferente que transmita um carisma diferente, mas a equipa será aquela que eu entender ser a melhor para o jogo com o Braga e para encerrar o campeonato. Comum entre Braga e Taça será a nossa vontade de ganhar.

Pensa que, com o FC Porto campeão e com o Braga na luta pelo quarto lugar, estão reunidas as condições para um bom espectáculo no encerramento do campeonato?

Acho que as duas equipas, por aquilo que foram capazes de fazer ao longo da temporada abrem perspectivas de um bom jogo. O Braga foi sempre uma equipa positiva e vai certamente jogar para ganhar no Dragão, o que se ajusta ao FC Porto que também joga sempre para ganhar. Deste quadro poderá resultar um bom jogo capaz de fazer entrar nele os 50 mil adeptos que esperamos no estádio.

Derrota com Benfica deixa o Braga com necessidade de ganhar para tentar o quarto lugar...

Ainda bem, porque nos vai obrigar a estar mais atentos e agressivos. Sempre que as dificuldades aumentam para o FC Porto, há um suplemento de motivação. Quanto mais fortes são os nossos adversários, mais fortes temos de ser nós para ganharmos e essa é uma boa proposta para nós.

Tem consciência de que, com as notícias em torno da sua renovação e da contratação de Jorge Jesus pelo Benfica, o jogo com o Braga pode servir para projectar duelos futuros entre ambos?

Só se for pela parte do Jesus. Da minha não. Nem sequer tinha pensado nisso. Não penso na próxima época. Penso apenas no jogo com o Braga que é uma boa equipa com um bom treinador.

Tem pena que a época esteja a acabar?

Tenho. Tenho e explico porquê. Se fizerem um levantamento dos nossos resultados desde a derrota com a Naval até agora, percebem a quantidade de jogos que o FC Porto ganhou nas diferentes competições, mesmo incluindo a Taça da Liga. Não houve muito tempo para treinar e tivemos de fazer uma rodagem muito grande de jogadores, até em virtude das lesões e castigos que foram acontecendo. Se olharmos para tudo isso e se verificarmos os resultados que o FC Porto fez, tenho pena que acabe. Foi um ciclo importante e vitorioso. Temos pena que acabe, mas tem mesmo de acabar. Começámos a treinar a sete de Julho e houve um período de apenas sete dias de férias no Natal porque as pessoas acharam que esse período de descanso é prejudicial, algo que não faz nenhum sentido. O que faz sentido é os jogadores descansarem, faz sentido dividir a época em dois blocos claros, faz sentido que os jogadores recuperem para poderem jogar com intensidade. Considerando o que fizemos a partir do final da primeira volta, quando fomos a Braga vencer, e que estamos em condições de fazer agora o 23º jogo sem derrotas, é evidente que gostaríamos de continuar. É assim quando as coisas são boas.

Aqui até o cozinheiro é profissional

Profissionalismo, dedicação e, claro, qualidade. Muita qualidade. Estes são os segredos de um FC Porto tetracampeão. Rodríguez revelou, em declarações a O JOGO, que só precisou de um ano para perceber os motivos que levam os portistas a vencer mais vezes do que os eternos rivais. "Claro que já percebi! Estou num clube muito profissional onde todas as pessoas trabalham em prol do mesmo objectivo, seja o cozinheiro seja outro funcionário qualquer. Aqui, todos dão sempre o máximo, e essa é uma das maiores virtudes do FC Porto", referiu o extremo que na última temporada - a primeira em Portugal - representou o Benfica. O nome do rival de Lisboa nunca chegou a ser pronunciado, e, no discurso, houve apenas espaços para os aspectos positivos desta época. "Se tivesse de destacar alguma coisa especial, seria o título de campeão, como é lógico. É um objectivo importante que todos os jogadores procuram. Mas também podia destacar o companheirismo do grupo de trabalhou ou ainda a oportunidade que os responsáveis do clube me deram para mostrar o meu futebol."

Rodríguez revelou ainda que "não sabe se já fez esquecer Quaresma" entre os adeptos, porque não é isso que o preocupa. "Vim para fazer o meu trabalho, dar o máximo pelo clube e também para aprender, porque só tenho 23 anos e ainda muitas épocas pela frente. No início foi um pouco complicado, porque, ao contrário do que pode parecer, a carreira de um jogador de futebol é muito difícil. Há momentos bons, outros maus, mas temos de seguir sempre em frente, continuar sempre a treinar, porque só assim é que surgem os bons resultados. Fomos campeões, estamos na final da Taça de Portugal e esperamos continuar a ganhar".

Curiosamente, ou talvez não, as melhores exibições de Rodríguez com a camisola do FC Porto surgiram depois da chegada de Cissokho - Manchester é um bom exemplo disso mesmo. O extremo valorizou o trabalho do companheiro do lado esquerdo. "A chegada do Cissokho foi importante. Ninguém tem dúvidas sobre as suas qualidades, sobre a sua força, velocidade... Adaptou-se muito rápido, e isso é bom, até porque ele chegou numa altura em que estávamos a jogar ao fim-de-semana e a meio da semana. Estou contente pelo grupo, mas também por ele." A concluir, Rodríguez deixou um desejo. "Nos últimos dois anos, a equipa não conseguiu vencer a Taça de Portugal e, até por isso, seria lindo ganhá-la este ano. Não podemos subestimar o adversário, que está na final por mérito, mas vamos fazer todos os possíveis para vencer esta competição e acabar a época da melhor forma."

Pedro Marques Costa n' O Jogo.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Capas de 22 de Maio de 2009


Ensaio sobre a hipermetropia

Bruno Alves sofre de hipermetropia. O pior é que nem sequer é a hipermetropia dele. É a hipermetropia de uma parte considerável da crítica que, precisamente por sofrer de hipermetropia, vê o futebol cá do burgo através de lentes coloridas de acordo com as respectivas preferências ou clientelas clubísticas. Por outras palavras, é gente que vê mal ao perto e que por isso mesmo é incapaz de reconhecer um jogador excepcional mesmo que este lhe seja esfregado no respectivo nariz durante anos a fio. Em contrapartida, o que não falta por essa Europa fora é quem veja bem ao longe. De Manchester, a Liverpool, passando por Londres, Madrid, Barcelona e Milão não falta quem tenha reparado em Bruno Alves. O que nem sequer é de admirar, considerando o que o central do FC Porto cresceu nos últimos anos. Um dia destes, vai crescer o suficiente para não caber nos estreitos limites financeiros do futebol português. Depois, quando for para longe, os mesmos que só o conseguem ver desfocado no FC Porto hão-de finalmente poder vê-lo tal como já é: um dos melhores centrais do Mundo.

Jorge Maia n' O Jogo.

Tabu é uma doçura

Pinto da Costa continua a não desfazer o tabu sobre a renovação de Jesualdo Ferreira, mas não só vai dando pistas sobre a existência do acordo já noticiado como parece divertir-se com o tema. Ontem, no decorrer de um jantar de beneficência da Liga dos Amigos da Obra Diocesana de Promoção Social, instituição presidida por Filomena Pinto da Costa, o presidente portista abordou alguns temas do momento, entre os quais a renovação do técnico.

"Este tabu tem sido óptimo para nós. Enquanto dura, vida doçura", afirmou. A propósito de para o exterior passar a ideia de que Jesualdo já assinou e só falta mesmo anunciar o acordo, Pinto da Costa quase confirmou a notícia. "Às vezes basta um aperto de mão para que as coisas aconteçam. Sei lá se com o Jesualdo Ferreira não pode acontecer o mesmo". A seguir, o presidente portista afirmou que aperta a mão a Jesualdo Ferreira todos os dias e que gosta imenso de tabus. "Ainda não decidimos nada. Estamos a pensar o que é melhor para todos, para já temos outras preocupações como o Sporting Braga e Taça de Portugal. Quando viermos de férias a gente fala nisso".

Outra ideia que pinto da Costa desfez é a de que despede os treinadores que ganhem dois títulos. "Se calhar as pessoas até pensam que é assim, mas o António Oliveira ganhou dois campeonatos eu queria que continuasse e ele quis sair invocando motivos pessoais. Bobby Robson ganhou dois títulos, tinha contrato e forçou a saída para o Barcelona. O José Mourinho ganhou dois títulos tinha contrato e tiveram que nos indemnizar para poder sair. Éfalso que eu mande embora os trreinadores depois de ganharem dois títulos".

Outro tema a merecer comentário foi o anúncio ontem feito por Bruno Carvalho, putativo candidato às eleições do Benfica, de que teria Carlos Azenha, ex-adjunto de Jesualdo, como treinador. "Acho que para ele não é um bom projecto, pois tem uma longa carreira à sua frente. Acho que o projecto do senhor Bruno Carvalho é um projecto mais para o "petit" [pequeno] do que para o grande", afirmou brincando com o nome do ex-benfiquista Petit, mandadatário de campanha do candidato.

No tocante a mercado, o presidente portista negou que tenha em mãos qualquer proposta de transferência, não falou dos defesas Maicon e Angeleri, apontados como reforços portistas, e confirmou as contratações de Miguel Lopes (Rio Ave) e dos avançados Orlando Sá (Braga) e Varela (Estrela da Amadora)


"Na mesma baliza tinha falhado a 35 cm"

Cristiano Ronaldo afirmou há dias que gostava de marcar golos ao FC Porto [só marcou um]. Pinto da Costa não gostou muito da afirmação e desafiou-o a marcar pela Selecção Nacional, pois isso deixaria felizes "todos os portugueses". "O Cristiano Ronaldo diz que gosta muito de marcar golos ao FC Porto, mas eu gostava muito era de o ver marcar pela Selecção. Infelizmente sofremos um golo a 35 metros numa baliza em que uns dias antes ele falhou o golo a 35 centímetros", recordou.

Pinto da Costa aludia ao golo do Manchester United que eliminou o FC Porto da Champions no Dragão e também ao empate 0-0 de Portugal com a Suécia, no mesmo recinto, no apuramento para o Mundial'2010.

O dirigente queria ver o melhor jogador do Mundo de 2008 fazer mais pelo país: "Ficaria bem mais contente, tal como todos os portistas e portugueses, se lhe desse gozo marcar golos pela Selecção em primeiro lugar".

A conversa surgiu a propósito da final da Liga dos Campeões, entre Manchester e Barcelona. A preferência do líder portista pense para os catalães. "Na teoria o resultado final é-me indiferente, mas, se calhar, o coração vai empurrar-me para o Barcelona. Tenho excelentes relações com a direcção e é um clube e uma cidade que se identificam muito com Porto e o FC Porto."


"Em Maio, se calhar, metade do país fecha"

Pinto da Costa lamentou a existência de salários em atraso no futebol, mas considerou que o problema é extensivo a toda a sociedade, pelo que descarta qualquer penalização aos prevaricadores nas competições profissionais. "Já houve muitos clubes que tiveram salários em atraso e hoje não têm. Se a solução é matá-los, então metade do país vai ficar morto", afirmou.

O presidente portista estabeleceu analogia com a indústria: "Se os clubes que tenham dificuldades em pagar salários em atraso não puderam concorrer, dentro do mesmo princípio todas as actividades, sejam jornais, televisões, fábricas, comércio ou seja o que for devem fechar, porque se parte do princípio que estão a fazer concorrência desleal. Em Maio, se calhar metade do país vai fechar".

"Acho que deve haver um critério e que as pessoas devem pensar e reflectir que o facto de se ter salários em atraso não quer dizer que esses não possam ser recuperados e pagos", frisou.

Irónico, acrescentou: "Quem tiver salários em atraso com trabalhadores não vai poder continuar a trabalhar, como parece que vai acontecer com os clubes".

O Boavista é um dos clubes que têm vivido grandes dificuldades nos últimos anos - também tem salários em atraso - e ainda não se livrou do risco desportivo de descer e abandonar as competições profissionais. "Estou triste com a sua situação, pois é um clube histórico da cidade do Porto. Não acredito que vá acabar. No extremo pode acabar a SAD, mas o clube nunca acabará. Faz parte da cidade do Porto e a cidade não pode deixar acabar as instituições que a dignificam".

N ' O Jogo.

A Europa a seus pés

Bruno Alves deverá fazer o seu último jogo no Dragão depois de amanhã. Bem recentemente, o próprio jogador admitiu a possibilidade de deixar o FC Porto no final da temporada e a contratação de Maicon, central do Nacional que os portistas estão em vias de assegurar, é mais uma pista no sentido da eventual sída do número dois portista. Ora, se parece mais ou menos inevitável que Bruno Alves deixe o FC Porto, já é mais complicado saber exactamente para onde, tal é a quantidade de interessados no central portista, conforme se pode confirmar pelo mapa em anexo.

Ontem, foi a vez de o Arsenal entrar na lista com a imprensa inglesa a dar conta do interesse de Arsène Wenger no jogador que, de resto, goza de um prestígio considerável em Inglaterra. Clubes como o Tottenham, o Manchester City, o Liverpool ou o Chelsea também já foram apontados como destino provável do central portista a quem não faltam interessados na Europa continental.

Mesmo aqui ao lado, os dois gigantes Real Madrid e Barcelona destacam-se na lista de interessados. Aliás, já chegou a ser dada como certa a transferência para os recém-consagrados campeões de Espanha e finalistas da Liga dos Campeões quando, em Janeiro, circulou o rumor de que o próprio jogador teria confirmado uma eventual transferência através de uma sms transviada. O caso levou mesmo o FC Porto a avançar com uma queixa contra desconhecidos, mas o facto é que tanto o Barcelona como o Real Madrid estão mesmo no mercado à procura de centrais e Bruno Alves encaixa no perfil pretendido pelos catalães e pelos merengues.

Em Itália, os dois colossos de Milão, Milan e Inter, também já foram dados como potenciais interessados no central portista. A presença de José Mourinho no Inter e a sua proximidade em relação a Jorge Mendes, empresário do jogador, poderiam facilitar um eventual negócio, mas dada a dimensão dos restantes interessados, qualquer prognóstico é prematuro. Certa é a determinação do FC Porto em apenas aceitar negociar a eventual saída por valorews muito próximos dos 30 milhões de euros previstos na cláusula de rescisão de Bruno Alves.


Indefinições que atrasam

Apesar da geografia de interessados, há um detalhe a atrasar o processo de Bruno Alves: grande parte dos clubes interessados ainda não tem equipa técnicas definidas. Ontem, apesar do contrato com o Inter, Mourinho era apontado como candidato ao Real Madrid. Inter e Real, como se sabe, estão no mapa de seguidores. As especulações à volta das próximas equipas tácnicas de Chelsea ou Milan também têm sido frequentes...

Jorge Maia n' O Jogo.

Na semana do tetra

O FC Porto passou com seriedade e rigor pelo seu penúltimo exame do campeonato, vencendo na Trofa com uma equipa reforçada por alguns dos jogadores que, durante a temporada, tiveram menos oportunidades. E se os considero reforços é porque, neste final de época, alguns desses jogadores têm sido particularmente úteis e também porque o seu empenho foi, mais uma vez, notável.
Jesualdo Ferreira conseguiu, assim, mais um feito, com uma carreira fora de portas ao nível do melhor que o FC Porto algum dia conseguira. Aliás, foi fora de portas que esta equipa fez as suas melhores exibições e resultados, quer no campeonato, quer nas competições europeias.

Será, porventura, porque a equipa precisa de espaço para se libertar e conseguir trocar a bola e aproveitar a velocidade de alguns dos seus jogadores, como Hulk, Rodriguez e Mariano, mas haverá também outras razões mais subjectivas, como é próprio do futebol.

Entretanto, o Benfica venceu em Braga, frente à equipa que é treinada por aquele que é apontado como o seu futuro treinador, Jorge Jesus, num jogo que ficou marcado pela infeliz actuação de Eduardo, o guarda-redes da Selecção Nacional que já foi apontado como sendo um possível reforço do FC Porto mas que, como já escrevi, me parece inferior em qualidade a Beto.

É esse Sporting de Braga que visita o Estádio do Dragão na última jornada do campeonato. A equipa bracarense, que muitos consideraram a equipa sensação da época, mas que só merece essa distinção pela sua carreira internacional, já que o seu campeonato foi decepcionante para a qualidade do seu futebol e do seu plantel, é um magnífico convidado para a festa do título, tanto mais que disputa, ainda, o quarto lugar do campeonato. Teremos assim mais um jogo rijo e difícil, em dia de festa rija e de celebração do tetra.

Rui Moreira n' A Bola.

Seis nomes num restrito olimpo

SEIS jogadores, apenas seis, de uma longa lista de 68 nomes, celebraram em toda a extensão o pentacampeonato portista. O restrito olimpo é ocupado por Jorge Costa, Drulovic, Aloísio, Paulinho Santos, Rui Barros e Folha; no paraíso dos marcadores, o deus maior é brasileiro e chama-se Mário Jardel.
O campeonato de 1998/99 terminou nas Antas para o FC Porto, anfitrião do Estrela da Amadora, em ambiente de grande festa, assim mais ou menos como se antevê para depois de amanhã, quando a equipa de Jesualdo Ferreira receber o Sp. Braga no Dragão. Há 10 anos, Drulovic e Jardel ofereciam à plateia azul e branca mais uma vitória para comemorar e selava-se com um 2-0 para os portistas o ciclo do pentacampeonato, iniciado em 1994/95, também em casa e com um triunfo por 2-0, sobre o Sp. Braga.

Rui Filipe assinou o primeiro dos 397 golos apontados pelo FC Porto nos cinco títulos consecutivos. Uma semana depois, um acidente de viação roubou-lhe a vida, mas o balneário soube romper o espartilho do drama, e no final da época, a memória de Rui Filipe seria, como é tantas vezes, evocada.

MATADORES, RUI BARROS...

O FC Porto pentacampeão foi uma máquina de fabricar golos, mesmo antes de Jardel voar sobre os centrais adversários. Domingos Paciência precedeu o brasileiro no ataque às balizas adversárias e desde a Bola de Prata (25 golos) conquistada pelo agora treinador da Académica em 1995/96 que nenhum outro português se sagrou artilheiro do campeonato. A chegada de Jardel às Antas forçou a emigração de Domingos (Tenerife, Espanha) e Mário tornou-se a super-referência atacante dos dragões: melhor marcador nas três últimas épocas do penta e também na seguinte (1999/2000) - viria a repetir o êxito em 2001/02, já no Sporting.

Curiosamente, não há um ponta-de-lança entre os seis jogadores que realmente foram pentacampeões. Desse painel, extrai-se ainda um pormenor: Rui Barros, permanecendo na estrutura técnica dos dragões, avançará para a próxima época em condições de repetir o êxito como treinador adjunto. Para já, iguala o tetra como futebolista celebrado em 1997/98.

Paulo Horta n' A Bola.

Pentacampeões há 10 anos

Data histórica para o dragão e para o futebol português: 22 de Maio de 1999 A festa do quinto título consecutivo a azul e branco rebentou em Alvalade Nunca mais se viu tamanha proeza, como também nunca antes se tinha visto.

HÁ 10 anos, o FC Porto o clube sagrava-se pentacampeão nacional. Um acumulado de 130 vitórias, 26 empates e 397 golos marcados valeu ao dragão um capítulo único na história do futebol português, iniciado num pontapé feliz de Rui Filipe e concluído em 1998/99 da mesma forma como começou: triunfo em casa, por 2-0. Mas foi em Alvalade a uma jornada do final do campeonato, que a festa rebentou.
Cinco épocas azuis e brancas, cinco épocas sempre a abrir, para muitos parece que foi ontem, mas não, já passou uma década, longos 10 anos sobre a mais mágica das sequências alguma vez vivida por qualquer clube nacional. O FC Porto foi e é o único pentacampeão da história do futebol português, num raide impressionante sobre as balizas adversárias, em campeonatos de 34 jornadas, em campeonatos absolutamente dominados por um dragão avassalador e carregado de nomes tão marcantes, tão simbólicos como João Pinto, Jorge Costa, Baía, Rui Barros, Domingos, Jardel, Drulovic, Paulinho Santos, etc...

Uma grande galeria de vencedores, 68 é o total de futebolistas que participaram nessa louca conquista, três são os treinadores com assento eterno na mesma vitrina: sir Bobby Robson abriu o caminho, António Oliveira estendeu a passadeira até ao tetra, igualando feito do Sporting nos anos 50, Fernando Santos fechou o ciclo. Nunca mais se viu tal êxito no campeonato português, como nunca antes se tinha visto.

«NO PARAÍSO!»

O penta do FC Porto foi consumado a uma jornada do final do camopeonato de 1998/99, a 22 de Maio. Os dragões visitaram Alvalade e entraram em jogo com o título já conquistado, beneficiando de um empate do Boavista em casa do Farense. Com o Sporting, os portistas não precisavam sequer de pontuar, mas o clássico terminou com um golo para cada lado: Pedro Barbosa facturou para os leões, Zahovic fez o 1-1 com um desvio de... anca.

Revisitar o penta também é, naturalmente, falar de Pinto da Costa, o presidente longa-duração do FC Porto que, há 10 anos, via o futuro do clube, do futebol do clube, passar por um novo estádio e um moderno centro de treinos. O líder e mentor dos dragões atingia o que era seguramente impensável quando assumiu o topo da hierarquia azul e branca, em 1982 - na altura, não admitia permanecer tantos anos no cargo que desempenha -, mas na hora de tamanha vitória, rebobinou a fita da memória e selou numa frase o sentimento transversal aos portistas: «Estamos todos no paraíso!»

Paulo Horta n' A Bola.